Conheça ‘Vermelho Sangue’, nova série de terror e fantasia do Globoplay

Ambientada na fictícia Guarambá, no coração do Cerrado Mineiro, a produção estreia no dia 2 de outubro com seis episódios inéditos

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Nova produção do Globoplay, 'Vermelho Sague' estreia no dia 2 de outubro Foto: Globo/Paulo Belote

Mistério, fantasia, terror e romance se encontram em “Vermelho Sangue”, nova série Globoplay que promete envolver o público em uma narrativa de atmosfera fantástica e identidade brasileira. Ambientada na fictícia Guarambá, no coração do Cerrado Mineiro, a produção estreia no dia 2 de outubro com seis episódios inéditos. A segunda parte da temporada, com outros quatro capítulos, chega à plataforma no dia 9.

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É nesse cenário que os caminhos das jovens Luna (Leticia Vieira) e Flora (Alanis Guillen) se encontram. Enquanto Luna carrega consigo o peso de transformar-se em loba-guará a cada lua cheia, Flora é vista como uma figura estranha pelos jovens de sua cidade, pois deseja ser e viver o extraordinário. Se para Luna, a transformação é um fardo, para Flora, a falta dela é uma frustração. Além de compartilharem a mesma idade, as duas têm em comum a sensação de não caberem nos lugares onde vivem e, por isso, suas relações dificilmente evoluem.

“Luna é uma menina com muitas questões e anseia a cura para a sua condição. O pai foi embora quando ela era bebê, ela não conviveu com ele e sua genética de loba-guará vem desse pai. É corajosa, está aprendendo a lidar com sua fera interior e tem muita fome de aventura e de conhecer um mundo que lhe foi negado pela mãe, por uma superproteção que existe desde quando ela começou a se transformar”, conta Leticia Vieira.

Alanis Guillen complementa: “A Flora também tem a sensação de não caber onde vive. Ela quer abandonar Guarambá e todo o conservadorismo que enxerga não só na cidade, mas também entre membros de sua própria família. Coincidentemente, ela é conhecida e importunada pelo apelido de “lobimoça”, devido a uma experiência que teve ainda menina”.

Flora (Alanis Guillen), Michel (Pedro Alves), Luna (Letícia Vieira) e Celina (Laura Dutra) – Foto: Globo/Paulo Belote

Os dilemas e insatisfações pessoais que as jovens carregam não serão os únicos desafios que enfrentarão. A relação entre elas é atentamente acompanhada pelos vampiros bicentenários Michel (Pedro Alves) e Celina (Laura Dutra), que chegam à cidade fingindo serem irmãos e escondem um segredo: a real motivação da VPTech – empresa que financia o Instituto de Biologia de Guarambá – ao investir em uma pesquisa com lobos-guará. Os vampiros não medirão esforços para esconder qualquer rastro que coloque em risco seu clã e a pesquisa.   

Nesse contexto de brasilidade e mistério, o lobo-guará detém o título de maior canídeo silvestre da América do Sul e encarna um aspecto fundamental da série: sua essência nacional. Para além de uma fauna ricamente diversa, com destaque para a Serra da Canastra, em Minas Gerais – um cenário fundamental na trama –, a série é marcada por histórias fantásticas e bastante populares, como a dos lobisomens. Em ‘Vermelho Sangue’, esse lugar é ocupado por uma “lobimoça-guará”.

“Os livros de ‘monstros’, como vampiros e lobisomens, existem há séculos, e sempre atualizaram as discussões e conflitos da sua época, do seu momento histórico-cultural. Com essa série não é diferente. Nosso objetivo foi ter no centro dessa história um olhar feminino, pois, geralmente, os ‘monstros’ das histórias são homens”, conta Rosane Svartman, autora e criadora da série que possui um fascínio, desde a adolescência, por obras de ficção científica e fantasia.

Claudia Sardinha, também autora e criadora da obra, faz coro às palavras de Rosane: “É muito forte colocarmos o olhar feminino nesse momento em que as mulheres estão tentando buscar esses espaços; que consigamos falar sobre uma “lobimoça” que entra em um ambiente muito masculino. Ela é rara, é a primeira e tem essa responsabilidade, esse peso”.

“Nós falamos sobre os limites da ciência, sobre o que é natural, sobre a ética da interferência através da personagem que está sendo estudada é uma questão da natureza dela, mas vira um objeto de estudo científico. Falamos também de autoaceitação com essa questão da ‘cura’; sobre o quanto a ciência pode interferir na natureza humana, selvagem; e na exploração do estrangeiro sobre a nossa diversidade”, complementa.

Criada e escrita por Claudia Sardinha e Rosane Svartman, com direção artística de Patricia Pedrosa, produção de Erika da Matta e Lucas Zardo e direção de gênero de José Luiz Villamarim, a trama também tem no elenco nomes como: Alli Willow, Ana Clara, Bete Mendes, Fafá Renó, Flávio Souza, Heloísa Jorge, Rogeann Bibiano e Rodrigo Lombardi.