Thaís Botelho Rodrigo Bitencourt é poeta, cantor, diretor, roteirista e acaba de ingressar no mundo cinematográfico como diretor a frente do longa Totalmente Inocentes, com estreia prevista para o próximo dia 7 de setembro. Trata-se da primeira comédia a satirizar o universo dos favela movies. Na história, a comunidade do DDC (uma corruptela para CDD, ?Cidade de Deus?) está pegando fogo. O bandido branquelo ?Do Morro?, vivido por Fábio Porchat, disputa o poder com a ?Diaba Loira?, um travesti interpretado por Kiko Mascarenhas. Enquanto eles brigam para ver quem será o dono do morro, o ingênuo adolescente ?Da Fé? (Lucas D?Jesus), apaixonado, acha que tomar o controle da comunidade é o caminho para conquistar o amor de Gildinha , uma das protagonistas vivida Mariana Rios, que é aquela estudante de jornalismo idealista. Na tarefa, conta com a ajuda do seu irmão mais novo, o esperto ?Torrado? (Cauê Campos) Enquanto isso, para alavancar as vendas de ?Taras & Tiros? ? uma revista sobre celebridades e noticiário policial ? a editora ?Raquel?, que será Ingrid Guimarães, pede que Wanderley (Fábio Assunção) escreva uma reportagem sobre a disputa no DDC . Para ajudá-lo, ele contrata Gildinha como estagiária, mas acaba se apaixonando por ela. Num bate papo descontraído, o ator falou com Gente sobre o filme e como foi trabalhar com o elenco. (matéria com Fábio Assunção nesta edição de IstoE Gente) Como e quando surgiu a ideia do filme, e há quanto tempo vem trabalhando neste projeto? A ideia do filme surgiu partindo de uma música que eu estava compondo para o meu disco novo, ?Casa Vazia?, que saí junto com o filme (inclusive, canto uma musica em dueto com Mariana Rios, que é a protagonista do filme). Eu estava escrevendo uma música sobre como o Brasil é para mim, e o que é ser Brasil e ser ao mesmo tempo universal, do mundo. Então eu sempre penso nas coisas como um quebra-cabeça apaixonado. Eu coloquei uma peça que estava faltando no quebra-cabeça do cinema brasileiro: uma sátira. Uma sátira de favela movie. Venho trabalhando nesse projeto há 3 anos, Você estreia na direção de seu primeiro longa. O que muda? Nada é a mesma coisa nunca. A cada passo é uma descoberta nova e eu gosto do novo, de experimentar, mas sem perder a veia pop. As pessoas captam isso de uma maneira mais leve, porque uma comédia inteligente e sensível nunca vai ser acadêmica ou pedante. Se você deseja passar alguma coisa mais profunda para alguém, faça isso com um sorriso na boca. As pessoas recebem as coisas novas com muito mais carinho se você, que está passando o novo, faz isso de uma maneira divertida e carinhosa. Como foi a escolha de Mariana Rios e Fabio Assunção? Adoro a Mariana. Ficamos amigos de cara. Mariana tem uma coisa muito parecida comigo. Além de ela ser cantora, como eu, veio de longe, não tinha dinheiro, nem contatos. Eu vim de Bangu, passei varias vezes de baixo da roleta sem grana nem pra comer. E quando a pessoa passa por isso na vida, tudo muda. Você fica mais humano. O Fábio Assunção eu já conhecia da TV e queria muito trabalhar com ele. Escrevi esse personagem para ele porque eu queria que um galã fizesse um loser desajeitado, pessimamente vestido, sem grana e largado. A Mariana Rios também estreia como protagonist no cinema com este longa. Totalmente Inocentes é o filme de estreia de muitas pessoas. Minha estreia, estreia de Fábio Burtin na fotografia, de Maria Rezende na montage e de Marcos Kuska na trilha sonora ao meu lado. Foi a estreia do Fabio Porchat no cinema também. Eu quis arriscar colocando um humorista para fazer um papel principal que não dependia apenas do humor. Trabalhar com a Mariana foi maravilhoso. Somos amigos, adoro o Di Ferreiro, namorado dela, que também faz uma ponta no filme. Uma cena mais marcante e por quê? A do final do filme, porque estão todas as personagens dentro de uma quadra e é uma cena de ação com centenas de planos e cortes rápidos, dezenas e dezenas de figurantes com duas câmeras pegando tudo ao mesmo tempo, foi um grande desafio para mim dirigindo um primeiro longa. Mas o filme tem cenas hilárias como uma cena em que o Fábio assunção (Wanderlei) toma um grande esporro de sua chefe, Ingrid Guimarães (Raquel). Os dois trabalham na TARAS E TIROS, mais uma das sátiras do meu filme. Siga Gente no Twitter!