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Conheça os profissionais que vão auxiliar os atletas brasileiros na Paralimpíada de Tóquio

Crédito: Reprodução CPB

Halterofilismo paralímpico (Crédito: Reprodução CPB)

Assim como na Olimpíada, os Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020 vão contar com toda uma equipe de profissionais que vão auxiliar os 260 atletas convocados para representar o Brasil na capital japonesa, divididos em 164 homens e 96 mulheres.

Ao todo, a equipe de profissionais possui 434 pessoas entre integrantes de comissões técnicas, médica e administrativa. Na bocha, por exemplo, Poliana Silva Santa Cruz vai auxiliar a atleta Andreza Vitória.


“Meu papel é ajudá-la na movimentação da cadeira de rodas, de acordo com a sua estratégia de jogo, e entregar as bolas para que ela realize as jogadas. Também conversamos para definir o que será feito no confronto, a partir de uma análise sobre o adversário durante a partida”, disse a assistente, que, em Recife, sua cidade natal, atua como treinadora”, contou ao Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).

Ale Cabral / CPB

Agora como integrante da missão brasileira em Tóquio, Poliana relembra também a função de voluntária na arena da bocha na Rio-2016.

“Quando tudo estava parando [por causa da pandemia] demos um jeito de mantermos os atletas na ativa. Neste momento, posso dizer que me sinto honrada por levar as cores do país, o amor, a gratidão e o acolhimento que o brasileiro tem. E isso, a gente vai levar para a quadra também”, concluiu.

Saúde mental

Outro ponto importante dos atletas é o estado psicológico, o qual terá uma equipe do CPB comandada pela psicóloga Bruna Soares.

“Fizemos uma dinâmica com atletas de duas modalidades, tênis de mesa e natação. Nesta atividade, trouxemos o significado da bandeira brasileira e do uniforme que vestimos. Propusemos esta reflexão a eles”, explicou a profissional que está no CPB desde outubro de 2017.

“Significa muito vestir a camisa do Brasil, pois é a representação de todos os brasileiros, de diversas formas”, pontuou.

“Particularmente, para mim, é um motivo de orgulho. Tenho orgulho da nossa capacidade de adaptação e de aprender em momentos difíceis. Além disso, há uma responsabilidade grande e positiva de carregar o nome do país, representando milhões de pessoas, que passaram e não passaram pela minha vida. Em um evento como este, nós sabemos que não estamos sozinhos”, disse Bruna, que completou: “Também há um processo de transformação, não só como psicóloga, mas, também, como pessoa”.

O grupo de profissionais ainda contará com fisioterapeutas, além de analistas de desempenho, responsáveis por mensurar dados das partidas, como é o caso da seleção de vôlei sentada, que contará com Gilson Daniel Del Santo.

“Todos os profissionais de Educação Física almejam estar em um evento tão importante como os Jogos Paralímpicos. É uma sensação inexplicável e um privilégio. Estar no Japão para representar o Brasil, com certeza, aumentará, ainda mais, meu comprometimento com o trabalho e os estudos. Afinal, quando voltar ao Brasil meus alunos terão a mim como uma referência”, destacou.

Confira a lista completa:

– Nutricionista (1)
– Médicos (11)
– Enfermeiros (4)
– Massoterapeutas (3)
– Fisioterapeutas (23)
– Psicólogos (3)
– Biomecânicos (1)
– Preparador físico (7)
– Analistas técnico/desempenho (4)
– Apoiadores (19)
– Treinadores (65)
– Coordenadores técnicos (18)
– Veterinários (2)
– Chefe de missão (1)
– Oficiais administrativos (9)
– Chefe de classificação (1)
– Groom (hipismo) (2)