Conheça história de Ciacola, gata de Gino Paoli que lhe salvou a vida

SÃO PAULO, 25 MAR (ANSA) – O recente falecimento do cantor e compositor Gino Paoli, que marcou a música italiana com clássicos como “Sapore di sale”, resgatou a verdadeira história por trás de outra canção sua muito conhecida: “La gatta” (“A gata”).   

“C’era una volta una gatta che aveva una macchia nera sul muso” (“Era uma vez uma gata que tinha uma mancha negra no rosto”) é o trecho da famosa composição lançada em 1960 e citada pela imprensa local ao contar o episódio sobre Ciacola, uma gatinha siamesa que viveu com Paoli em um apartamento simples no bairro de Boccadasse, em Gênova, antes da fama do artista.   

O nome do animal vem do dialeto vêneto e significa “conversa”, uma referência a seus miados contínuos. A gata, que gostava de se deitar em cima de uma mancha que Paoli tinha na barriga enquanto ele escrevia ou pintava, também salvou sua vida.   

Cerca vez, quando ele estava imerso em uma pintura, um vazamento de gás do aquecedor do apartamento levou Ciacola a lançar o alerta, miando sem parar.   

Ao verificar a causa do miado insistente, Paoli se deu conta que a fuga de gás começava a preencher sua residência, podendo matá-los.   

Tão logo o cantor atingiu o sucesso, nos anos 1960, ele se mudou para um apartamento maior em Roma, sem que Ciacola pudesse ter desfrutado da nova casa por muito tempo: ela logo faleceu devido a uma obstrução intestinal causada por um bolo de pelos.   

No fim da música “La gatta”, Paoli canta: “Ora non abito più là, tutto è cambiato, non abito più là, ho una casa bellissima” (“Agora não moro mais lá, tudo mudou, não moro mais lá, tenho uma casa muito bela”).   

O artista morreu na terça-feira (24), em Gênova, aos 91 anos. (ANSA).