Congresso, governo e popularidade

O Congresso tem apoiado a maior parte da agenda legislativa defendida pelo governo do presidente Jair Bolsonaro. De acordo com um levantamento da Arko Advice, entre fevereiro e novembro, o respaldo da Câmara aos projetos de interesse do Executivo foi de 74,24% (considerando os deputados presentes às sessões).

É uma média expressiva, se levarmos em consideração o fato de Bolsonaro ter optado por não constituir uma base formal de coalizão no Legislativo.

O apoio às reformas, porém, não quer dizer que o convívio entre Legislativo e Executivo seja bem avaliado. Pelo contrário, tem piorado desde que Bolsonaro assumiu o cargo. Em fevereiro, de acordo com levantamento da Arko com mais de 100 deputados federais, 60,55% consideraram a relação entre os dois poderes como “ótima” ou “boa”. Só que na última sondagem, entre 27 de novembro e 6 de dezembro, esse percentual caiu para apenas 21,56%.

A participação limitada de alguns partidos em ministérios, restrições nas nomeações para cargos de segundo escalão e aperto na liberação de emendas são alguns dos fatores que explicam a deterioração do relacionamento. Dessa forma, o Congresso tem avançado na defesa da obrigatoriedade da execução das emendas orçamentárias. Para citar um exemplo recente, foi promulgada a Emenda à Constituição 105/19, que autoriza a transferência de recursos provenientes de emendas aos projetos de lei orçamentária anuais diretamente para estados e municípios, sem passar por programas do governo federal.

Parlamentares também têm atuado para impor restrições a algumas pautas defendidas pelo governo. A questão da posse e do porte armas, o pacote anticrime do ministro da Justiça, Sergio Moro, e as mudanças na legislação de trânsito são alguns dos exemplos. Como na relação com o meio parlamentar, o governo encerra o ano também com popularidade mais baixa do que no início do ano. Segundo o Ibope, a avaliação positiva caiu de 49% para 31% (18 pontos menor) de janeiro para setembro.

Entretanto, a tendência é de melhor, com crescimento do PIB no terceiro trimestre (0,6%) e expectativa de elevação da avaliação do País junto às agências de risco. A discreta redução da rejeição ao presidente e a aprovação por 30% dos entrevistados pelo Instituto Datafolha, em pesquisa divulgada em 8 de dezembro, apontam nessa direção.

A melhora dos indicadores econômicos, com consequente impacto positivo na popularidade, tende a preservar o compromisso do Legislativo com as reformas, apesar das ressalvas em relação ao Executivo.

Uma leve melhora nos indicadores econômicos já bastaria para preservar o compromisso reformista

Veja também

+ Toyota Corolla Cross é SUV do Corolla para brigar com Jeep Compass e cia; confira imagens oficias
+ MasterChef estreia sem "supercampeão" e cheio de mudanças
+ Coronel da PM diz que Bolsonaro é ‘falastrão’ e renuncia à entidade de Oficiais
+ Fundador da Ricardo Eletro e filha são presos em operação contra sonegação
+ A “primavera das bikes” pós-pandemia vai chegar ao Brasil?
+ Tubarão-martelo morde foil de Michel Bourez no Tahiti. VÍDEO
+ Arrotar muito pode ser algum problema de saúde?
+ Saiba em quais lugares o contágio pelo novo coronavírus pode ser maior


Mais posts

Ver mais

Copyright © 2020 - Editora Três
Todos os direitos reservados.

Nota de esclarecimento A Três Comércio de Publicaçõs Ltda. (EDITORA TRÊS) vem informar aos seus consumidores que não realiza cobranças por telefone e que também não oferece cancelamento do contrato de assinatura de revistas mediante o pagamento de qualquer valor. Tampouco autoriza terceiros a fazê-lo. A Editora Três é vítima e não se responsabiliza por tais mensagens e cobranças, informando aos seus clientes que todas as medidas cabíveis foram tomadas, inclusive criminais, para apuração das responsabilidades.