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Congresso dos EUA reconhece formalmente genocídio armênio

Congresso dos EUA reconhece formalmente genocídio armênio

Donald Trump e o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan (esq.), em Washington, em 13 de novembro de 2019 - AFP/Arquivos

O Congresso dos Estados Unidos reconheceu formalmente, nesta quinta-feira (12), que a morte de até 1,5 milhão de armênios nas mãos do Império Otomano, entre 1915 e 1917, foi genocídio.

Após várias tentativas, o Senado aprovou esta resolução, que já tinha passado pela Câmara de Representantes.

Na Casa, o texto foi promovido pela senador democrata Robert Menéndez, após ser bloqueado algumas vezes pelos aliados do presidente Donald Trump. O republicano vinha buscando uma aproximação com a Turquia e seu presidente, Recep Tayyip Erdogan.

Em novembro passado, ao lado de Trump durante uma visita à Casa Branca, Erdogan advertiu que “alguns fatos históricos e acusações são usados para implodir” a relação bilateral.

A resolução declara que é uma determinação dos Estados Unidos “relembrar o Genocídio Armênio por meio do reconhecimento e da memória oficiais”.

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Também se determina que sejam rejeitados “os esforços para envolver, comprometer, ou associar o governo dos Estados Unidos com a negação do Genocídio Armênio, ou qualquer outro genocídio”.

“É adequado e apropriado que o Senado esteja do lado correto da história”, disse Menéndez, contendo as lágrimas.

“Agradeço por esta resolução ter sido aprovada em um momento em que ainda há sobreviventes do genocídio, que poderão ver que o Senado reconhece o que aconteceu”, completou.

O primeiro-ministro armênio, Nikol Pashinyan, saudou o anúncio como uma “vitória da justiça e da verdade”.

“Este é um tributo à memória de 1,5 milhão de vítimas do primeiro #Genocídio do século XX e um passo audacioso na promoção da agenda de prevenção”, tuitou.

“Em nome do povo armênio, quero expressar meu agradecimento ao Congresso americano”, tuitou o premiê. Para ele, a resolução é “um passo corajoso para a prevenção de genocídios no futuro”.

Já Ancara reagiu duramente ao anúncio do Congresso americano.

A Turquia nega os assassinatos em massa e rejeita o termo “genocídio”, insistindo em que os armênios morreram no contexto da Primeira Guerra Mundial.

“O comportamento de certos membros do Congresso americano prejudica as relações turco-americanas (…). A resolução americana que foi aprovada no Senado põe em risco o futuro das nossas relações bilaterais”, tuitou o diretor de Comunicação da Presidência turca, Fahrettin Altun.

Ainda no Twitter, Altun afirmou que os representantes que votaram essa resolução “vão aparecer na História como os responsáveis por terem infligido danos duradouros (às relações) entre nossas duas nações”.

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