Congressista crítica de Trump é atacada com líquido em Minneapolis

WASHINGTON, 28 JAN (ANSA) – A congressista americana Ilhan Omar, do Partido Democrata, foi atacada com uma substância não identificada durante uma assembleia pública em Minneapolis, cidade que vive sob tensão após o assassinato de dois cidadãos durante operações anti-imigração.   

Omar, primeira deputada a usar o véu islâmico no Congresso dos EUA, discursava em defesa da extinção do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) e da renúncia da secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, quando um homem se aproximou e borrifou um líquido malcheiroso na política com uma seringa.   

“A segurança e a polícia de Minneapolis prenderam rapidamente o indivíduo, que agora está sob custódia”, declarou o gabinete de Omar em um comunicado. “A congressista está bem e continuou sua assembleia pública porque não permitirá que os valentões vençam”, acrescentou. A substância utilizada no ataque ainda não foi identificada.   

Ex-refugiada de origem somali, Omar é figura de destaque da esquerda americana, o que a tornou um dos alvos preferidos da extrema direita e de Donald Trump, que já chegou a chamá-la de “lixo” e a acusou de orquestrar a agressão. “Acho que ela é uma fraude”, disse o presidente em entrevista à emissora ABC, sem apresentar provas de suas alegações.   

O agressor da congressista foi identificado pela imprensa dos EUA como Anthony Kazmierczak, de 55 anos, que responderá por agressão de terceiro grau. Segundo o jornal New York Post, ele teria admitido ao vizinho Brian Kelley que poderia ser preso na assembleia de Omar. “Ele me disse: ‘Vou nesse negócio de Omar, nessa assembleia. Pode ser que eu seja preso'”, contou Kelley, que descreveu Kazmierczak como um “conservador” e apoiador de Trump. (ANSA).