A Prefeitura de São Paulo anunciou no dia 29 de dezembro um reajuste de R$ 0,30 na tarifa dos ônibus do município. Com isso, o valor passa de R$ 5,00 para R$ 5,30 a partir do dia 6 de janeiro de 2026.
O reajuste de 6% foi acertado durante reunião na sede da administração municipal com a equipe de secretários que cuida diretamente do setor de transporte e mobilidade, além do orçamento da capital paulista.
As tarifas de trem da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e Metrô também serão reajustadas de R$ 5,20 para R$ 5,40 a partir do dia 6 de janeiro. O aumento corresponde a 3,85%. Todas as gratuidades atualmente vigentes serão integralmente mantidas.
Segundo o governo estadual, o objetivo do ajuste “é garantir a eficiência, a segurança e a qualidade do serviço prestado à população, assegurando a continuidade da operação do sistema de transporte público metropolitano”.
“A atualização tarifária é resultado de uma análise criteriosa das despesas operacionais, que vêm registrando crescimento contínuo, especialmente em custos essenciais como energia, manutenção da frota, infraestrutura e folha de pagamento”, disse a nota do governo paulista.
Por meio de comunicado, a gestão Nunes justificou o aumento com o fato de que o índice de reajuste está “abaixo do IPC-Fipe Transporte, dos últimos 12 meses (6,5%)”.
“Na gestão do prefeito Ricardo Nunes, o valor da passagem foi mantido em R$ 4,40 por cinco anos. De 2020 a 2025 houve uma única atualização na tarifa de ônibus, de 13,6%, para R$ 5. Já a inflação neste período foi de 40,31%, de acordo com o IPCA. A correção atual fica menos da metade do valor inflacionário desses 5 anos”, afirmou.
Também ressaltou que a capital tem atualmente uma das menores tarifas da Região Metropolitana e “uma das mais baratas do País”. “O novo valor da tarifa de ônibus será encaminhado à Câmara Municipal, seguindo o trâmite legal”, completou.
O reajuste da tarifa de ônibus já tinha sido sinalizada pelo prefeito, Ricardo Nunes (MDB), em entrevista ao Roda Viva, da TV Cultura. Na ocasião, ele afirmou que precisava “manter o equilíbrio” das contas do transporte na cidade, uma vez que o subsídio municipal às empresas de ônibus já ultrapassou a marca dos R$ 6 bilhões em 2025.
Aumento na Região Metropolitana
Além da cidade de São Paulo, cinco outros municípios da Grande SP que integram o CIOESTE (Consórcio Intermunicipal da Região Oeste Metropolitana de São Paulo) anunciaram aumento de R$ 5,80 para R$ 6,10, a partir de 5 de janeiro.
O reajuste vai acontecer em Osasco, Barueri, Carapicuíba, Jandira e Itapevi. O aumento nestas cidades será de 5,2% e está acima da inflação dos últimos 12 meses medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preço ao Consumidor Amplo).
Participaram da decisão sobre o aumento os seguintes prefeitos das cidades:
- Osasco: Gerson Pessoa (Podemos);
- Barueri: Beto Piteri (Republicanos);
- Carapicuíba: José Roberto (PSD);
- Jandira: Doutor Sato (PSD);
- Itapevi: Marcos Godoy, o Teco (Podemos).