Concessionária no Rio fecha captação de R$ 4,65 bi

A concessionária de água e esgoto Rio+Saneamento, sociedade do grupo Águas do Brasil e da gestora de fundo de investimento Vinci Partners, captou R$ 4,65 bilhões por meio da emissão de debêntures (títulos de dívida) e empréstimo no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O montante servirá para pagar o empréstimo-ponte que permitiu quitar as duas primeiras parcelas da outorga fixa – pouco mais de R$ 1,8 bilhão, do total de R$ 2,2 bilhões devidos ao governo do Rio -, mas também para investimentos na rede que administra.

Desde agosto de 2022, a Rio+Saneamento é responsável pela distribuição de água em 22 bairros da zona oeste do Rio e em outros 18 municípios no interior do Estado, onde também acumula recolhimento e tratamento de esgoto. Ao todo, a empresa atende a mais de 2,5 milhões de habitantes no Estado do Rio.

Ao Estadão/Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), o diretor Financeiro e de Relações com Investidores da companhia, Pedro Paulo Guedes, detalhou que pouco mais da metade do valor captado, R$ 2,5 bilhões, vem da emissão de títulos de dívida em duas séries. A primeira, de R$ 1,35 bilhão, com prazo de 20 anos, e a segunda, de R$ 1,15 bilhão, com prazo de 29 anos. A operação foi conduzida por um sindicato de seis bancos privados (Itaú, XP, BTG, Santander, Bradesco e ABC) e o BNDES.

Já o empréstimo contratado com o BNDES é de R$ 2,15 bilhões. O valor será desembolsado gradualmente, em parcelas trimestrais, simultaneamente à realização e comprovação dos investimentos. O contrato com o banco prevê que a primeira dessas parcelas pode ou não ser convertida em uma nova emissão de debêntures.
“Com essa captação, a Rio+Saneamento ganha uma estrutura de capital que a habilita para atingir a maturidade da operação nos próximos anos. Isso cobre os investimentos necessários e não vamos precisar ir ao mercado novamente”, diz Guedes. Segundo o executivo, as despesas financeiras com as dívidas serão pagas com as receitas da empresa.

Para pagar as primeiras obrigações de outorga, a concessionária havia recorrido a um empréstimo-ponte junto a um sindicato de quatro bancos privados. Na prática, a captação de momento permite refinanciar a dívida inicial, além de deixar recursos para os investimentos futuros.

A estratégia da Rio+Saneamento é, no curto prazo, priorizar investimentos, em especial, voltados ao recadastramento de usuários. Como meta da área comercial, a empresa planeja passar de uma cobertura cadastral de aproximadamente 75% para 95%. “Esse investimento é prioritário porque tem um retorno mais imediato de geração de receita.”
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.