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Comunidade árabe-israelense denuncia sua marginalização

Comunidade árabe-israelense denuncia sua marginalização

Crianças palestinas brincam na cidade de Gaza em 13 de maio de 2021 - AFP


Autodenominados “palestinos do interior”, embora sejam chamados de “árabes” pelos israelenses, os palestinos que permaneceram em suas terras quando Israel foi criado em 1948 estão novamente expressando seu descontentamento nos últimos dias.

Israel tem oficialmente 1,8 milhão de “árabes”, muçulmanos e cristãos, ou cerca de 20% de sua população, descendentes dos 160.000 palestinos que permaneceram em 1948.

Há muito que denunciam sua discriminação e embora tenham direito a voto e 12 deles estejam eleitos no Parlamento israelense, de um total de 120 deputados, eles afirmam que nenhum partido árabe jamais participou de uma coalizão de governo.

Eles pagam impostos, se beneficiam de vantagens sociais e podem, teoricamente, acessar todos os cargos.

Mas, em uma decisão de julho de 2000, a Suprema Corte reconheceu que a minoria árabe é vítima de discriminação, especialmente no mercado de trabalho.

Eles, que frequentemente levam a causa palestina ao Parlamento ou falam regularmente contra as guerras em Gaza e os atos de violência na Cisjordânia ocupada, não são obrigados, como outros israelenses, ao serviço militar.

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Apenas alguns dos 130.000 drusos, uma corrente minoritária que surgiu do Islã, são obrigados a cumprir o serviço militar por três anos.

Devido aos recentes atos de violência em Jerusalém Oriental, na Faixa de Gaza e agora em várias cidades judaico-árabes em Israel, uma nova tendência está surgindo, diz no Twitter Majd Kayyal, militante da causa árabe israelense com base em Haifa, um cidade mista costeira (norte).

“Por décadas, manifestamos gritos como + Palestina +, + Gaza +, + Al-Aqsa + e pela primeira vez + Haifa +”, escreve ele.

“Haifa se levanta para se proteger e apoiar Lod, Jaffa, Gaza e Jerusalém: é a intifada da unidade”, acrescenta, referindo-se aos levantes palestinos dos anos 1980-1990 e 2000.

Em Lod, uma cidade industrial 40% habitada por árabes, um pai de família árabe israelense de 32 anos foi morto a tiros esta semana durante os confrontos.

Imagens que circulam nas redes sociais sugerem que judeus nacionalistas armados que estavam em um prédio próximo estão por trás da morte.

Um dos pontos mais sensíveis é o do confisco das terras, já que as autoridades israelenses confiscaram quase todas as terras dos municípios árabes para instalar imigrantes judeus nesses locais.

As cidades árabes recebem muito menos fundos públicos para seu desenvolvimento do que os municípios judeus, e as licenças de construção são liberadas a passos lentos.

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