Ediçao Da Semana

Nº 2742 - 12/08/22 Leia mais

Com a volta do funcionamento normal dos shoppings e comércios de rua, o número de pessoas que vão aproveitar o período da Black Friday e das compras de final de ano de forma presencial será grande.  

Além dos cuidados sanitários, como uso de máscaras, álcool em gel e respeito ao distanciamento social, é necessário também se precaver para não cair em golpes financeiros. Tecnologias de pagamentos digitais como o PIX, o cartão por aproximação e a transferência via QR Code fizeram os golpistas ficarem ainda mais criativos. Veja as dicas de Roberto Kalili, professor de tecnologia da Universidade São Judas, para se precaver desses golpes. 

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Se não for usar o PIX, delete o app do seu banco       

Em funcionamento desde novembro do ano passado, o PIX é uma forma de pagamento instantâneo que logo ganhou popularidade tanto entre os consumidores quanto entre os lojistas por não cobrar taxas. 

Kalili explica que se você não tiver a intenção de pagar com pix, delete o aplicativo de seu banco do celular antes de sair para as compras. “Isso diminui muito o risco de limparem a sua conta via PIX”.

Desabilite o pagamento por aproximação

Outra tecnologia que chegou para deixar o pagamento mais rápido e fácil foi a da aproximação, evitando que o cliente precise inserir o cartão na maquininha. 

Kalili, porém, alerta que em locais de grande aglomeração de pessoas é importante desabilitar essa função, já que alguns golpes consistem em aproximar a máquina do cartão da pessoa, que geralmente está no bolso de trás da calça, com um valor baixo e que não requer autorização. 

Outra situação em que golpistas se aproveitam é passar um valor diferente no aparelho e, caso a pessoa não confira na hora e nem peça a segunda via do comprovante, pode acabar nem notando o valor aprovado.

Fique atento ao pagamento via QR Code  

Uma das formas de fazer uma transferência via PIX é por meio do QR Code. O consumidor precisa pegar o celular, abrir no app do banco e apontar a câmera do celular para o código e ele mesmo colocar o valor da compra.

O golpe aqui seria a troca do QR code da loja para o do golpista. 

“Ao enviar um pagamento, confirme com o vendedor que os dados que aparecerão antes de confirmar a transferência são realmente da loja”, encerrou Kalili.