Em meio ao processo para concessão do Complexo Desportivo Constâncio Vaz Guimarães, o Iphan ajudou a dar mais um passo contrário aos favoráveis pela concessão do local popularmente conhecido como Complexo do Ibirapuera.
A informação do tombamento pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional foi divulgado no Diário Oficial nesta quinta- feira (4). A medida do órgão dificulta a intenção do governador de São Paulo, João Dória (PSDB), de conceder a praça esportiva à iniciativa privada.
Agora, o governo paulista tem até 15 dias para tentar mudar o cenário. Questionada pela Folha de S. Paulo, a Secretaria de Esportes do Estado disse por meio de nota que “Governo de São Paulo tomará todas as medidas, sejam elas administrativas ou judiciais, para reverter a decisão publicada hoje pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), considerando que não há qualquer fundamento que ampare o tombamento provisório das instalações do Complexo Desportivo Constâncio Vaz Guimarães (Ibirapuera)”.
Assim como o estádio Paulo Machado de Carvalho, o Pacaembu, o Complexo do Ibirapuera também estava nos planos do governo estadual para aliviar as contas públicas e passar a administração para a iniciativa privada. No entanto, a resistência pela manutenção do aparelho sob a tutela do Estados tem dificultado as intenções tucanas.
Como fica agora?
Vale ressaltar que apesar de tombado, o processo ainda é provisório e precisa ser ratificado como definitivo para que eventuais mudanças no local não passem somente pelo governo estadual. No entanto, o com o tombamento, o Iphan deverá ser consultado previamente sob possíveis alterações no complexo.
O próximo passo é o tombamento ser levado até o Conselho Consultivo do Iphan para mudança do status de provisório para definitivo.
Do jeito que está neste momento, a concessão não é impossível, mas frustra os planos estaduais para demolições e alterações severas no local.