Competitivo, ganancioso, sortudo: 10 artistas famosos e os seus estilos de vida

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Competitivo, ganancioso, sortudo: 10 artistas famosos e os seus estilos de vida (Crédito: Reprodução)


Arte é um universo fascinante, que pode ser contemplado de diferentes maneiras. Selecionei dez artistas e uma caraterística marcante de cada um, para deixar o dia de todos mais leve e divertido. Me diga qual é o número de sua preferência:

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1- O mais competitivo Pablo Picasso foi o artista mais competitivo da história da arte. Seu pai, José Ruiz y Blasco, era pintor e professor de arte. Ele foi responsável por começar a educação artística do filho de sete anos, impondo um rigor acadêmico que desafiou suas habilidades durante toda a sua carreira. Picasso treinou exaustivamente e, em poucos anos, ele já pintava melhor que o pai. Ao longo da vida, brigou com todos os artistas que tentaram ter mais prestígio que ele. Um dos seus principais rivais era Henri Matisse, que vivia procurando novidades para incorporar nas suas pinturas. Cada vez que via um estilo artístico novo, trabalhava para fazer melhor. Essa competitividade esteve presente em sua carreira por mais de 70 anos e em todas as suas fases: Período Azul (1901-1904), Período Rosa (1904-1906), Primitivismo (1907-1909), Cubismo (1909-1919), Neoclassicismo, Surrealismo (1919 –1929) e assim por diante. Por ser um artista completo e extremamente competente, ele conseguia inovar em todas as frentes (pintura, escultura, desenhos, cerâmica, cenografia, poemas, dramaturgia), entregando excelência e modernidade em tudo o que produzia.

2- O amigo de todosPaul Cézanne é considerado o pai da arte moderna e foi um dos personagens mais influentes da história da arte moderna. Mudou os rumos da arte, sempre apoiando colegas em suas criações, incentivando experimentos e ajudando em seus processos criativos. Certamente, muitos artistas teriam traçado outros caminhos se não fosse o apoio e a troca de experiências com Cézanne. Henri Matisse, por exemplo, faz referências a ele em sua obra ‘A Janela Azul’, associando aos elementos e à leveza do ‘Vaso Azul’, produzido por Paul Cézanne. Pablo Picasso e Georges Braque criaram várias obras a partir de inspirações e insights fornecidos por Cézanne. Suas pinturas dos anos 1880 inspiraram Piet Mondrian em seu período pré-abstração. Claude Monet, Alfred Sisley, Pierre-Auguste Renoir e Camille Pissarro também faziam parte do círculo de amigos que recebia mentoria de Cézanne.

3- O rebelde Jackson Pollock foi um dos artistas mais rebeldes. Desde criança, ele não aceitava ordens e tinha um problema sério com disciplina. Foi expulso de uma escola secundária por indisciplina e só se encontrou quando começou a estudar arte. Essa irreverência foi a base para ele testar tinta líquida e tentar criar trabalhos abstratos. Com esses experimentos, ele se tornou o pai do estilo de pintura “action painting”, que consiste em espalhar pingos de tinta nas telas, de modo aleatório, movendo a tela e injetando energia na sua arte. Foi chamado pela revista Time de “Jack, o Gotejador” por causa da grande quantidade de tinta que jogava em telas, geralmente colocadas no chão de seu estúdio de East Hampton (Nova York).

4- O ganancioso Salvador Dalí não se contentava com pouco. Vivia procurando maneiras de chamar a atenção e de ganhar fama e mais dinheiro. Aproveitava todas as oportunidades possíveis para se promover, para lucrar com sua imagem ou para ganhar vantagem em cima dos outros. Chegou a mandar um pedaço de grama seca para enganar Yoko Ono, que desejava comprar seu bigode por 10 mil dólares. Ele fazia de tudo para brilhar diante de suas amizades famosas, em um círculo que reunia importantes nomes como Elvis Presley, John Lennon, David Bowie, Pablo Picasso e até mesmo Sigmund Freud. Em jantares com amigos regados a vinhos caros, gostava de prontificar e de se oferecer para pagar a conta. Quando a cobrança chegava, ele rabiscava um desenho qualquer no verso do cheque e colocava os donos de restaurante em uma cilada: reivindicar o dinheiro da comida ou guardar o desenho para tentar vender como uma relíquia milionária. Todos optaram pela segunda opção, ganhando muito mais do o valor do jantar.

5- O que vivia na corda bamba – Amadeo Modigliani sempre viveu no limite. Era filho de um pai italiano e de uma mãe francesa. Salvou seus familiares quando nasceu. Foi o quarto filho de uma família que tinha empobrecido, chegando à falência. Seu nascimento salvou todos da ruína total. Conforme uma lei antiga, os credores não podiam tomar bens de uma mulher grávida ou de uma mãe com um filho recém-nascido. Os oficiais de justiça entraram na residência da família, justamente na hora que ele estava nascendo. Foi uma grande sorte, mas, depois, ao longo da vida, continuou com problemas financeiros. Para sobreviver, aceitava qualquer negócio, chegando a trocar quadros por refeições que custavam muito pouco. Era o símbolo do pintor boêmio e virou um mito após morrer com apenas 35 anos.

6- O sortudo – Jean-Michel Basquiat começou a desenhar para passar o tempo, depois de ter sido atropelado por um carro enquanto brincava na rua. Ele grafitava nas ruas de Nova York, ao lado de seu amigo Al Diaz, que não teve a mesma sorte que ele. Basquiat mal tinha o que comer e vivia quase como um mendigo. Porém, entrou como um ambulante de rua em restaurante chinês e o cartão que ele tinha em mãos (um xerox pintado) despertou a atenção de Andy Warhol, o mestre da pop arte mundial. O jovem, que nunca estudou arte, teve a sorte de ser descoberto por Andy Warhol, com quem teve uma amizade íntima e formou uma dupla incomum por cerca de cinco anos. As obras que desenvolveram em conjunto estão entre as mais caras do mundo.

7- O que mais precisava de terapia – O norueguês Edvard Munch teve uma vida tumultuada, o que influenciou diretamente seu trabalho. Sua mãe morreu de tuberculose quando ele tinha apenas cinco anos. A doença mental de seu pai impactou profundamente sua vida, gerando uma série de emoções reprimidas à medida que crescia. Depois, sua irmã mais velha, Sophie, assumiu a função de criação, mas ela também morreu. Seu único irmão faleceu de pneumonia e sua irmã mais nova, Laura, ficou grande parte de sua vida em uma instituição mental. Aliás, o próprio artista passou parte do ano de 1908 em um sanatório, após um colapso psicológico. Portanto, não é uma surpresa a intensidade da série de quatro obras chamada “O Grito”, que está entre as mais importantes do mundo, assim como a “Mona Lisa” de Leonardo da Vinci, a “Noite Estrelada” de Van Gogh, “Les Demoiselles d’Avignon” de Picasso e “Estúdio Vermelho” de Henri Matisse.

8- O simples – Joan Miró defendia a simplicidade como a melhor forma de ganhar liberdade em suas pinturas a óleo, esculturas, cerâmicas, tapeçarias e gravuras. Ao longo de sua carreira, produziu mais de 2.000 obras e sempre se esforçando para incluir cifras, símbolos e rabiscos em seus trabalhos. Dizia que tentava aplicar as cores como palavras que formam poemas e como notas que compõem músicas. Dizia que mais importante do que a obra de arte propriamente dita é o que ela consegue gerar. “A arte pode morrer. Um quadro pode desaparecer, mas o que realmente vale é a semente que fica”.

9 – O gênio que não vendia quadros – Van Gogh é considerado um dos maiores gênios do universo da arte, mas ele não conseguia vender suas obras. Sua vida foi bastante tumultuada e por sorte, teve o apoio incondicional de seu irmão, Theo, que foi seu grande incentivador e financiador de cursos, telas e tintas, além de sustentá-lo por muitos anos. Por ironia do destino, Van Gogh morreu praticamente no anonimato. Seu irmão faleceu seis meses depois e conhecemos seu trabalho graças à paciência, dedicação, esforços e bondade de sua cunhada (Johanna Van Gogh-Bonger). Ela dedicou grande parte de sua vida à difusão da obra de Van Gogh juntamente com seu filho, mudando definitivamente os rumos da arte (para nossa alegria!).

10 – O que sabia de tudo – Leonardo da Vinci foi uma das personalidades mais importantes da história, tendo atuado como cientista, matemático, engenheiro, inventor, anatomista, escultor, arquiteto, botânico, poeta, músico, precursor da aviação e de uma série de equipamentos, além de ser um dos maiores pintores de todos os tempos. Produziu o quadro mais famoso do mundo, a “Mona Lisa” (1503). Podemos dizer que ele era como um super-herói, detentor de muito conhecimento e de brilhantismo para transmitir seus conhecimentos para gerações e gerações que ainda usam suas ideias e desenhos como base de suas invenções e seus produtos.

Como dizem, de perto ninguém é normal. Ainda bem, pois é graças a gênios como esses que temos algumas das melhores artes do planeta. Se tiver uma boa história para compartilhar, por favor lembre de mim. Aguardo sugestões pelo Instagram Keka Consiglio, Facebook ou no Twitter.


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Sobre o autor

Keka Consiglio é artista plástica, jornalista e empresária do setor de comunicação. Apaixonada por arte desde criança quando começou a estudar o tema, entregou-se de vez a esse universo ao fazer cursos e visitar museus e exposições, tanto no Brasil como no exterior. Desenvolve uma arte livre, criativa, repleta de cores e de elementos baseados em temas cotidianos, tendo a sustentabilidade presente em todo o seu processo de criação. Curiosa e motivada por desafios, vive e trabalha em São Paulo, produzindo suas coleções a partir de dois estúdios. Instagram: @keka_consiglio_artista. Site: www.kekaconsiglio.com.br


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