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Companhia aérea paquistanesa PIA suspende voos a Cabul

Companhia aérea paquistanesa PIA suspende voos a Cabul

Passageiros embarcam em voo da Pakistan International Airlines (PIA) em Cabul - AFP


A companhia aérea Pakistan International Airlines (PIA) anunciou nesta quinta-feira (14) que suspendeu os voos de e para Cabul devido à atitude “pouco profissional” do Talibã, no poder no Afeganistão desde meados de agosto.

A companhia aérea retomou voos especiais para a capital afegã após a retirada dos soldados americanos do país, de onde mais de 100 mil pessoas queriam partir por medo dos fundamentalistas islâmicos.

“Frequentemente, nossos voos enfrentaram atrasos injustificados devido à atitude pouco profissional das autoridades da aviação (civil) em Cabul”, declarou à AFP o porta-voz da PIA, Abdullah Hafeez Khan.

Os voos serão suspensos até que a situação seja “favorável”, acrescentou.

De acordo com uma fonte da PIA, o Talibã tem sido “desagradável” com o pessoal da companhia aérea paquistanesa e, uma vez, “abusou fisicamente” de um de seus membros.

A PIA é alvo de críticas por cobrar US $ 1.200 por um voo só de ida entre Islamabad e Cabul que dura 40 minutos, contra US $ 150 antes da chegada do Talibã.

Esses voos destinavam-se principalmente a organizações internacionais e humanitárias, mas os últimos ajudaram os afegãos a embarcar neles para escapar do novo regime e de uma situação econômica catastrófica.

Mas os voos eram irregulares e os passageiros afegãos tinham dificuldades em conseguir uma passagem.

O porta-voz da PIA afirma que estes voos “não eram muito lucrativos financeiramente”, devido ao alto custo do seguro, e que a empresa os mantinha por “motivos humanitários”.

O Talibã havia ameaçado bloquear metade dos voos da PIA se o preço das passagens não fosse reduzido.

O Paquistão foi o principal apoiador do primeiro regime talibã entre 1996 e 2001, e mais tarde os Estados Unidos o acusaram de apoiar a insurgência contra o governo afegão, apoiado pelo Ocidente.

Desde o retorno do Talibã ao poder, o primeiro-ministro do Paquistão, Imran Khan, exortou a comunidade internacional a dialogar com os fundamentalistas e a apoiar financeiramente o país, cuja economia está à beira do colapso.

No momento, o Paquistão não reconheceu o novo regime talibã.



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