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Companhia aérea é investigada por impedir adolescente deficiente de embarcar

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Imagem ilustrativa (Crédito: Freepik)


O ministro da Aviação da Índia, Jyotiraditya Scindia, informou que investiga a companhia aérea IndiGo após relatos de que um adolescente com deficiência teria sido impedido de embarcar em um voo. O caso ocorreu no sábado (7) no aeroporto Ranchi. As informações são do iG.

Um dos passageiros publicou nas redes sociais que os funcionários da companhia aérea disseram aos pais do menino que ele era um “risco” para os outros no avião.

Manisha Gupta afirmou que os trabalhadores da IndiGo disseram que impediriam o embarque do menino caso ele “não ficasse ‘normal’”. Ainda segundo ela, os pais conseguiram acalmar o adolescente com “paciência e abraços”.

“Então testemunhamos a demonstração completa de autoridade e poder bruto. A equipe da IndiGo anunciou que a criança não teria permissão para pegar o voo. Que era um risco para os outros passageiros. Que teria que se tornar ‘normal’, antes de ser digna de viajar.”

Manisha ressaltou que nenhum passageiros se opôs à presença do adolescente no voo. Inclusive, um grupo de médicos se ofereceu para ajudar os pais caso algo acontecesse durante a viagem.

Devido à grande repercussão nas redes sociais, a companhia IndiGo afirmou em nota que apenas pensou na segurança dos outros passageiros. Ressaltou que proporcionou uma hospedagem para a família e a recolocou em um voo no dia seguinte.

“Lamentamos a inconveniência causada aos passageiros. A IndiGo se orgulha de ser uma organização inclusiva, seja para funcionários ou clientes; e mais de 75.000 passageiros com capacidades especiais voam com a IndiGo todos os meses.”

O ministro da Aviação escreveu em seu perfil no Twitter que irá tomar as “ações apropriadas” e destacou que o caso está sendo investigado.

“Há tolerância zero em relação a esse comportamento. Nenhum ser humano deveria passar por isso.”

A Direção-Geral da Aviação Civil (DGCA) solicitou um relatório da companhia IndiGo.