Como oferecer o primeiro alimento ao bebê?

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Como oferecer o primeiro alimento ao bebê? (Crédito: Pixabay)


Quando se pensa nessa pergunta, a primeira coisa que vem à mente é o alimento em si e como se deve prepará-lo. Cozido, na água ou no vapor? Por quanto tempo? Bater no liquidificador, amassar no garfo ou servir em pedaços? 

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Sim, todas essas perguntas são pertinentes e vou respondê-las, mas antes existem outros “comos” que precisamos cuidar também. Por exemplo: como está o estado emocional da mãe nesse momento? Ela está tranquila e segura, ou angustiada e ansiosa? Como é a participação do pai na dinâmica com o bebê? Ele participa, apoia e acolhe a mãe?

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Essas são questões fundamentais para deixar o ambiente onde acontecerão as refeições tranquilo, seguro e confortável, para que o bebê possa se sentir encorajado a iniciar essa nova fase e crie uma conexão saudável com o alimento e o momento das refeições em família. Ter um ambiente harmônico faz muita diferença na aceitação do bebê ao alimento. 

Até os 6 meses o único alimento que o bebê recebe é o leite, acolhido pelos braços confortáveis da sua mãe linda e plena (ela, muitas vezes, já passou pela fase de dores e desconforto com o seio e agora dar mama é uma delícia), um momento sublime para os dois. Enfim é chegada a hora da introdução alimentar e a cena passa a ser: um bebê amarrado a uma cadeirinha, com um pano enrolado no pescoço, a mãe tensa e cheia de medos e inseguranças. E esse é um cenário desfavorável para uma boa introdução alimentar. Então: Como deixar o ambiente tranquilo para esse momento?

A primeira coisa é alinhar a expectativa com a realidade. Nessa fase o bebê ainda não precisa comer um volume muito grande de comida, pois a base de sua alimentação ainda será o leite. O 1º mês de introdução alimentar é para experimentar, novos sabores, novas texturas, um novo olhar para a mãe, é tudo novo… o fundamental é que ele tenha uma vivência leve, tranquila e alegre, para que queria voltar para esse ambiente onde aos poucos ele vai aprender tantas coisas. Leveza e tranquilidade serão ingredientes essenciais nessa nova fase.. 

Com tantas novidades o ideal é seguir devagar com os sabores novos. Escolha 1 alimento e sirva para o bebê este mesmo alimento 2 ou 3 dias seguidos. Ofereça de maneiras diferentes, amassadinho no garfo, ou em palitinhos, deixe que ele pegue com a mão, e de lambuze, isso também faz parte dessa experiência. Nunca use o liquidificador. Sempre cozinhe o alimento na água já fervente, ou seja, deixe a água ferver e então coloque o alimento para cozinhar, e quando ele estiver macio o suficiente para você consiga acessá-lo no céu da boca com a sua língua, está no ponto para servi-lo ao bebê. O cozimento pode ser feito no vapor também. Sem adição de sal. Comece com alimentos que tenham sabores mais neutros (batatas, inhame, chuchu, abobrinha, cenoura, abacate, banana, maçã…). Frutas e legumes são bem vindos.

Passado o 1º mês de introdução alimentar já é possível perceber alguns alimentos de preferência do bebê, e então é hora de começar a fazer algumas combinações e aos poucos ir aumentando o volume, bem aos poucos à medida que o bebê vai demonstrando interesse. Eu sei que é difícil de acreditar mas o bebê sabe sinalizar quando está satisfeito, ele já faz isso no peito ou na mamadeira. É preciso estar atento aos sinais do bebê, forçá-lo a comer não é uma boa estratégia. 

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Sobre o autor

Nutricionista, Formada pela USU - Rio de Janeiro em 2003, especializada em alimentação infantil. Trabalha com crianças desde 1999, quando, ainda na faculdade, dava aulas de capoeira. Em 2013 estreou como apresentadora no canal GNT dos programas Socorro! Meu Filho Come Mal, Cozinha Colorida da Kapim e, em 2018, o Socorro! Meus Pais Comem Mal. Autora de 2 livros, homônimos dos programas, um deles com mais de 60 receitas para a família toda colocar a mão na massa. Kapim é mãe de dois adolescentes muito legais e que comem superbem, Sofia (15) e Antonio (13). Nesses mais de 20 anos trabalhando com crianças, já ajudou a transformar e melhorar os hábitos alimentares de milhares de famílias, sempre buscando uma conexão saudável entre todas as partes envolvidas: pais, filhos e o alimento.


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