Em Cartaz

Como “Grease” virou clássico

O musical adaptado para o cinema se converteu em um fetiche nostálgico dos anos 1950 e um verbete da cultura pop

Crédito: Divulgação

DUO Olivia Newton- Jonhn (Sandy) e John Travolta (Danny): dança dos anos 50 executada pelos 70 (Crédito: Divulgação)

O musical “Grease” é um caso único de nostalgia da nostalgia: dos anos 50 nos anos 70 e nas décadas que que se seguiram — e passaram a tratar o passado como uma espécie de época de ouro da inocência. Como uma boneca matrioska russa, um sentimento está contido no outro. O resultado é a potencialização do saudosismo e a transformação de uma história ingênua sobre os “anos dourados” do rock’n’roll em um clássico da cultura pop, tanto na forma de filme como de teatro musicado. Os fãs comemoram em 2018 os 40 anos da estreia do longa-metragem “Grease — Nos Tempos da Brilhantina”, estrelado por John Travolta e Olivia Newton- John. Era uma adaptação do musical da Broadway de 1971.

O filme entrou em cartaz em Nova York em 13 de junho de 1978 e no Brasil em 17 de outubro daquele ano. A reação dos jovens espectadores da época foi eufórica. Eles transformaram quase todas as salas de cinema do mundo em pista de dança. A geração discotheque ressuscitava o imaginário da geração “goma de mascar” de seus pais. O sucesso suscitou remontagens do musical no teatro.

Edição traz final alternativo

A edição de “Grease” em Blu-Ray (Paramount-Sony) é uma relíquia para saudosistas. A história de amor entre Sandy e Danny no colégio californiano de Rydell em 1958 continua a alimentar a nostalgia por um tempo em que a maior parte do público não viveu. O produto dispõe de comentários com o diretor Randal Kleiser e da coreógrafa Patricia Birch, karaokê, um documentário sobre os bastidores das filmagens, o fim alternativo e cenas inéditas. Mas a 130 minutos do filme superam todos os outros materiais.