Edição nº2535 20/07 Ver edições anteriores

Como funcionam os ciclos econômicos

Como funciona um ciclo econômico? Ele se divide em duas fases que se alternam. Na mais longa, a de expansão, a economia cresce até atingir um novo pico. Nela, são gerados desequilíbrios macroeconômicos (inflação, déficits de contas externas ou déficits fiscais) que, para serem corrigidos, exigem a adoção de medidas que acabam fazendo a economia parar de crescer, dando início à fase seguinte, a de contração. Essa, por sua vez, dura até esses desequilíbrios serem suficientemente reduzidos para que a economia possa voltar a crescer.

Aí, começa um novo ciclo econômico. E vem então uma nova fase de expansão, que é dividida em duas subfases:A primeira dura até que o antigo pico seja atingido novamente; é o período de recuperação.

A segunda vai até um novo pico — é o período de prosperidade, quando a sociedade alcança níveis de produção e renda nunca atingidos antes. Na fase de recuperação, como o próprio nome diz, o país apenas recupera a prosperidade perdida na contração anterior. Nela, o desemprego ainda é alto e a sensação ruim, mas o crescimento costuma ser mais acelerado e as oportunidades de negócios e investimentos até melhores do que na fase de prosperidade.No Brasil, atingimos o último pico no quarto trimestre de 2014. Na sequência, tivemos a mais longa e profunda contração da História brasileira, contração que durou até o último trimestre de 2016.

Desde então, estamos na fase de recuperação. Apesar da corrupção e do caos político que ainda imperam e empobrecem o País, o PIB brasileiro cresce há 5 trimestres consecutivos. No entanto, fomos tão ao fundo do poço na última contração que, apesar da recuperação, o desemprego continua altíssimo e a maioria das pessoas ainda não nota a melhora da economia porque ainda estamos muito abaixo do último pico.

O pior é que com a não aprovação da Reforma da Previdência — que fragilizou as contas públicas —, mais a elevação dos juros nos EUA e as incertezas eleitorais — que fazem o dólar subir, elevando a inflação —, somados à paralisação do País com a greve dos caminhoneiros — que sozinha deve reduzir o crescimento da economia brasileira em cerca de 1 p.p. —, o risco de que tenhamos um soluço na recuperação econômica nunca foi tão grande. E logo quando a recuperação estava se acelerando com, por exemplo, a produção da indústria crescendo 8,9% em abril, o maior crescimento em 5 anos.

Fomos tão ao fundo do poço na última contração que, apesar da recuperação, o desemprego continua altíssimo

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Ricardo Amorim

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