O julgamento do ex-jogador de futebol Robinho no STJ (Superior Tribunal de Justiça) será transmitido ao vivo no dia 20 de março, a partir das 14h, por meio do canal oficial no YouTube. O caso analisado pela Corte Especial é composto por 15 ministros, sendo apenas três mulheres.

+ Julgamento do ex-jogador Robinho no STJ será transmitido ao vivo

Confira a composição completa da Corte Especial:

  • Maria Thereza de Assis Moura, presidente do tribunal que só vota em caso de empate;
  • Og Fernandes, vice-presidente do tribunal que presidirá a sessão;
  • Francisco Falcão, relator do caso;
  • Nancy Andrighi;
  • João Otávio de Noronha;
  • Humberto Martins;
  • Herman Benjamin;
  • Luis Felipe Salomão;
  • Mauro Campbell Marques;
  • Benedito Gonçalves;
  • Raul Araújo;
  • Isabel Gallotti;
  • Antonio Carlos Ferreira;
  • Villas Bôas Cueva;
  • Sebastião Reis Júnior.

Na audiência pautada no STJ, os magistrados irão julgar o pedido de homologação de sentença da Itália, que condenou o ex-jogador por estupro coletivo. No país europeu, Robinho foi sentenciado a nove anos de prisão, mas está em liberdade no Brasil, cuja legislação impede a extradição de brasileiros nativos.

Na Corte Especial do STJ, os ministros vão analisar se a sentença cumpriu os requisitos formais (se foi proferida por autoridade competente no exterior, se o réu foi citado, se a decisão não ofende a ordem pública brasileira, entre outros). Ou seja, eles não irão discutir se o ex-jogador cometeu o crime.

Robinho alega inocência

Em entrevista à Record TV, transmitida no domingo, 18, Robinho quebrou o silêncio, comentou o caso e alegou inocência.

Robinho disse que teve uma relação “superficial” com a vítima e afirmou que foi consensual. Ele ainda destacou que em nenhum momento ela estava alterada. “A mulher que me acusa lembra exatamente o que tinha acontecido no local, a cor da minha camisa…”, completou.

“Ela me acusa de algo, de estupro coletivo, sem o consentimento dela. Se ela estava inconsciente no momento que estava comigo, como ela se lembra quantas pessoas tinham? Impossível lembrar de tantas coisas como ela lembrou. Os exames provam que ela não estava bêbada”, acrescentou.

Ainda segundo o ex-jogador, os áudios nos quais ele teria assumido ter tido relações com a vítima foram tirados de contexto. “Em nenhum momento eu neguei. Um teste de DNA provou que eu não estava lá e mesmo assim fui condenado”, disse.