Como agravar uma tragédia


A pandemia Covid-19 é uma tragédia mundial, mas o Brasil tem feito o que pode para agravá-la; incompetência, ignorância e irresponsabilidade são um campo fértil para a propagação do coronavírus. Os três quesitos acima referidos não requerem um grande esforço de demonstração, visto que a conduta do próprio presidente da República os evidencia à sociedade. O governo do Sr. Bolsonaro foi lento em reagir à pandemia, demorou a reconhecer sua seriedade e até hoje insiste em enviar sinais contraditórios ao público, fomentando aglomerações e sabotando o sofrido trabalho dos agentes da saúde que tentam agarrar o touro pela unha.

Bolsonaro até hoje insiste em enviar sinais contraditórios ao público, fomenta aglomerações e sabota o sofrido trabalho dos agentes da saúde que tentam agarrar o touro pela unha

Subjacente à insanidade presidencial, tornando-a ainda mais perigosa, há um dilema inexorável. É que, de fato, a pandemia divide a sociedade em dois interesses praticamente inconciliáveis.

De um lado, os que devem observar com rigor as precauções determinadas pelas autoridades sanitárias: ficar em casa sempre que possível, manter o distanciamento quando precisarem sair à rua e usar a máscara onde quer que suas atividades os forcem a se aproximar de outras pessoas. Do outro, os que precisam trabalhar a fim de sustentar suas famílias. De um lado e de outro, são milhões de pessoas, e não há como satisfazer plenamente os interesses que os contrapõem. Entre ambos, há uma margem de incompatibilidade, sem dúvida. E não sabemos, ninguém sabe ao certo, por quanto tempo ainda vamos permanecer expostos a esse terror.

Agora, entre a dificuldade apontada no parágrafo anterior e as aglomerações que temos observado em praias, bares e “festinhas clandestinas”, há uma distância sideral. Abrir todos os dias os jornais e constatar que marmanjos, comunicando-se pelo celular, organizam festas com 100, 200, 500 ou mais participantes, é como levar um soco no estômago. Como pode alguém chegar a tal irresponsabilidade, tendo pleno conhecimento de que mais de 330 mil pessoas já morreram no Brasil desde fevereiro do ano passado? Que esse quadro macabro está presente no País inteiro, em todos os estados, e que estamos caminhando a passos de cágado na vacinação, não obstante o esplêndido esforço que o SUS e os institutos Butantan e Fiocruz vêm desenvolvendo?

Dito isso, não podemos fugir da verdade. Essa gente não é só ignorante e imatura, é irresponsável, criminosa, e têm sido tratada a pão de ló pelos órgãos de segurança pública.


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