O comitê palestino de governança da Faixa de Gaza iniciou, nesta sexta-feira (16), sua primeira reunião no Cairo, reportou a Al Qahera News, próxima do Estado egípcio.
O comitê tecnocrático, integrado por 15 personalidades palestinas, foi formado na quarta-feira, quando os Estados Unidos anunciaram a entrada em vigor da segunda fase do plano americano para pôr fim à guerra em Gaza.
Esta entidade tem como missão administrar provisoriamente o território palestino, sob controle de um Conselho de Paz chefiado pelo presidente americano, Donald Trump, e trabalhar na reconstrução de Gaza, devastada após dois anos de guerra.
Os trabalhos de reconstrução “serão baseados essencialmente” no plano árabe-islâmico egípcio, afirmou o presidente deste órgão, Ali Shaath, ex-vice-ministro palestino, em entrevista à Al Qahera News.
O plano foi aprovado em março, com o apoio dos países europeus, em resposta ao então projeto de Trump de tomar o território palestino e expulsar seus habitantes.
O texto prevê a reconstrução da Faixa de Gaza sem deslocar seus mais de dois milhões de habitantes.
“A questão da moradia é muito importante, após a destruição de 85% das residências”, destacou o engenheiro civil Shaath, que ressaltou a necessidade de devolver “a dignidade ao cidadão palestino que vive em tendas de campanha, arrastadas pelo vento”.
A segunda fase do acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza, que entrou em vigor em 10 de outubro, também prevê o desarmamento do Hamas, a retirada progressiva das tropas israelenses e o envio de uma força internacional de estabilização.
O exército israelense informou, nesta sexta-feira, que atacou a Faixa de Gaza na véspera, em resposta a uma “violação flagrante” do cessar-fogo na área.
O anúncio dos ataques de quinta-feira ocorreu após uma troca de tiros no sul do território palestino.
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