A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) expressou, nesta terça-feira (13), sua “profunda preocupação” com a operação militar dos Estados Unidos que depôs o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e sua esposa Cilia Flores.
“Embora a Comissão tenha documentado graves violações de direitos humanos, assim como a ruptura da ordem democrática e do Estado de Direito no país antes da operação dos Estados Unidos, reafirma que qualquer processo de restauração democrática deve ser conduzido com pleno respeito ao direito internacional”, segundo um comunicado.
A CIDH, com sede em Washington, observou que realiza “o monitoramento contínuo e sistemático da situação dos direitos humanos” na Venezuela há 25 anos.
Após as eleições de 2024, a Comissão concluiu que “o governo de Nicolás Maduro carecia de legitimidade democrática”.
Ao longo dos anos, a crise venezuelana desencadeou “um dos maiores fluxos migratórios e crises de refugiados do mundo, afetando mais de sete milhões de pessoas”, observa a organização. Sua principal tarefa é documentar violações de direitos humanos e solicitar medidas cautelares de proteção para indivíduos na região.
Após o ataque dos EUA, que resultou em dezenas de mortes, incluindo 32 cubanos que faziam parte da equipe de segurança de Maduro, a CIDH recebeu relatos da detenção de pelo menos 14 jornalistas e de patrulhas realizadas por grupos armados conhecidos como “Coletivos”.
A Comissão saúda a libertação de presos políticos e, conforme consta na declaração, “exorta o regime venezuelano a ordenar a libertação imediata de todos os indivíduos que permanecem privados de sua liberdade por razões políticas”.
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