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Comissão eleitoral do Corinthians pede impugnação da candidatura de Paulo Garcia

A Comissão Eleitoral do Corinthians recomendou a impugnação da candidatura de Paulo Garcia para a votação que definirá o novo presidente do clube, que ocorrerá em 3 de fevereiro. A impugnação depende apenas do presidente do Conselho Deliberativo do clube, Guilherme Strenger, que deve anunciar sua decisão na segunda-feira.

Nas outras duas situações em que a comissão eleitoral indicou uma decisão para a Strenger, ele acatou. Foi assim que ele impugnou a candidatura de Antônio Roque Citadini, que conseguiu uma liminar para concorrer ao pleito, e também na absolvição de Andrés Sanchez, que assim pôde se manter na disputa.

Garcia é acusado de pagar para sócios inadimplentes regularizarem suas situações e poderem votar na eleição para o clube. Segundo ofício assinado por Miguel Marques e Silva, presidente do conselho, Paulo Garcia cometeu uma “grave infração eleitoral por abuso do poder econômico, vulgarmente conhecida como compra de votos”.

Em entrevista ao Estado, na sexta-feira, Garcia negou que tenha comprado votos, mas admitiu que fez pagamentos para sócios inadimplentes antes de anunciar sua candidatura. “Estão me acusando de compra de votos, mas na ocasião eu nem tinha lançado minha candidatura. Eu não era candidato. No final de semana em questão, na sexta-feira, dia 01º de dezembro à noite, a diretoria do Corinthians baixou um decreto para os associados inadimplentes regularizarem suas mensalidades (R$ 400 para sócios individuais e R$ 600 para sócios familiares). O Rachid (Antônio Rachid é conselheiro vitalício do clube) me informou de toda essa situação que estava acontecendo no clube e ele próprio entrou em contato com algumas chapinhas falando que eu pagaria os inadimplentes caso alguém quisesse. Foi citado que se um dia eu viesse a ser candidato ficaria a critério de cada um em votar em mim ou não”, disse o empresário.

Ele ainda afirmou que comunicou alguns concorrentes ao pleito do ato que havia feito. “No dia 2, sábado, chamei os candidatos Romeu Tuma e Roque Citadini e mostrei que estava pagando as mensalidades de alguns associados, em torno de 30, com o meu cartão e declarei no imposto de renda. Fui o primeiro a ir na Comissão Eleitoral e pedir a impugnação do direito de voto desses associados beneficiados por uma regra do clube. Não acho justo também com todos os outros sócios que pagaram suas mensalidades em dia. Por que eu estou sendo acusado de compra de votos e os outros candidatos que fazem churrasco, festas, distribuição de camisetas, não são?”, completou.

Caso Stranger confirme a impugnação, a eleição do Corinthians terá apenas quatro candidatos: Andrés Sanchez, Antônio Roque Citadini, Felipe Ezabella e Romeu Tuma Júnior.