As assembleias de voto abriram, neste sábado (7), em 13 províncias do Egito para a segunda fase das eleições legislativas, e partidários do presidente Abdel Fatah al-Sissi já se preparam para a vitória.
Cerca de 63 milhões de eleitores, de uma população de 101 milhões, são chamados a renovar seus parlamentares, elegendo 568 deputados de um total de 596.
Os 28 restantes serão indicados por Sissi, cujo crescente controle sobre a vida política egípcia se manifestou no silêncio quase total da oposição.
A primeira fase das eleições foi realizada no final de outubro e foi limitada a 14 regiões egípcias, incluindo Alexandria, Aswan e outras grandes cidades.
A segunda fase das eleições (de dois turnos) é realizada nas restantes 13 regiões egípcias, incluindo as do Cairo, Delta do Nilo e Canal de Suez.
O novo parlamento será o segundo desde a chegada ao poder de Sissi, um ex-general que se tornou presidente em 2014 após destituir seu antecessor, o islâmico Mohamed Mursi, em um golpe militar.
O segundo turno das eleições ocorrerá em novembro e dezembro, os resultados finais serão divulgados no dia 14 de dezembro e os novos deputados tomarão posse em janeiro de 2021, no final do mandato do atual parlamento.
Eleita em 2015, a atual câmara baixa é dominada principalmente por uma coalizão pró-governo liderada pelo partido “Mostakbal Watan” (“Futuro de uma nação”).
Sob a presidência de Sissi, tanto a oposição islâmica quanto a liberal foram silenciadas: a Irmandade Muçulmana – alvo de repressão implacável desde 2013 -, militantes de esquerda, jornalistas e blogueiros.