Comportamento

Começa julgamento de acusados de roubo espetacular de moeda de ouro em museu alemão

Começa julgamento de acusados de roubo espetacular de moeda de ouro em museu alemão

Dois dos acusados escondem o rosto durante a abertura do julgamento, em 10 de janeiro de 2019 em Berlim - AFP

Quatro homens, entre eles três membros de um suposto clã mafioso, negaram nesta quinta-feira na abertura de seu julgamento ter roubado uma moeda de ouro de 100 kg de um museu em Berlim, em um dos golpes mais espetaculares dos últimos anos na Alemanha.

O advogado Toralf Nöding, membro da equipe que defende os acusados – cujas idades vão de 20 a 24 anos – criticou o que considerou um veredito midiático antes do julgamento, dado que seus clientes são membros da família Remmo, apontada pela imprensa como um clã criminoso.

No entanto, em sua opinião, a investigação não “forneceu nenhuma prova tangível” de sua participação no roubo desta moeda, apresentada como a segunda maior deste tipo no mundo.

Os acusados ficaram em silêncio durante a abertura do julgamento em um tribunal da capital alemã. Estes devem responder à acusação de roubo agravado em grupo e podem ser condenados a até dez anos de prisão.

Após a audiência foram deixados em liberdade, disse uma fonte do tribunal à AFP.

Em 27 de março de 2017, por volta das 03h30, três deles teriam entrado no museu Bode, no centro de Berlim, para roubar a peça de ouro maciço cujo valor estimado é de 3,75 milhões de euros, segundo a promotoria.

Após romperem com um machado a vitrine que protegia a moeda, do tamanho de um pneu de automóvel, a transportaram em um carrinho de mão e fugiram de carro.

A moeda de ouro de origem canadense, batizada “Big Maple Leaf”, tem gravada a efigie da rainha Elizabeth II e jamais foi encontrada.

Os supostos ladrões, dois irmãos e um primo, pertencem a uma família de origem libanesa que, no passado, teve problemas frequentes com a polícia e a justiça alemãs.

Estes teriam sido ajudados por um guarda do museu, Denis W., que também foi acusado.

Detidos em julho de 2017, Ahmed, seu irmão Wayci e seu primo Wissam pertencem ao que a imprensa alemã apresenta como o clã Remmo, uma grande família mafiosa de origem curdo-libanês. Esta conta com cerca de 500 membros, vários dos quais estiveram envolvidos em casos de roubos em Berlim nos últimos anos.