Cultura

Começa a Mostra de Veneza, o desafio do cinema contra o vírus invisível

Começa a Mostra de Veneza, o desafio do cinema contra o vírus invisível

Membro do júri do 77º Festival de Cinema de Veneza, escritor italiano Nicola Lagioia, presidente da Bienal de Veneza, Roberto Cicutto, membro do júri do 77º festival de Veneza, diretora britânica Joanna Hogg, membro do júri do 77º Festival de Veneza, o ator norte-americano Matt Dillon, membro do júri do 77º festival de cinema de Veneza, o diretor alemão Christian Petzold, membro do júri do 77º festival de Veneza, a diretora austríaca Veronika Franz, diretor do festival de Veneza, Alberto Barbera, presidente do júri do 77º filme de Veneza festival, a atriz australiana-americana Cate Blanchett e membro do júri do 77º Festival de Cinema de Veneza, a atriz francesa Ludivine Sagnier posam ao chegar para a cerimônia de abertura e a exibição do filme "Lacci" no dia de abertura do 77º Festival de Cinema de Veneza, em 2 de setembro de 2020, no Lido de Veneza, durante a infecção pelo COVID-19, causada pelo novo coronavírus. - AFP

Como um desafio do mundo do cinema ao vírus invisível que assola o planeta, a 77ª edição do Festival de Veneza começou nesta quarta-feira em meio a rígidas medidas sanitárias e a uma cerimônia de abertura totalmente alterada pela pandemia.

Em frente a um Palácio do Cinema blindado, com muitos convidados usando máscaras e forçados a manter distância, a atriz italiana Anna Foglietta, madrinha do festival, desfilou sozinha no tapete vermelho.

“Temos o dever e o poder de construir o mundo vindouro”, disse a atriz, que declarou aberto o concurso.

+ “Filho é um inferno e atrapalha”, diz Fábio Porchat sobre não querer ser pai

As tristes notas do filme “Era uma vez a América” de Ennio Morricone, falecido este ano, marcaram a noite, durante a qual foi prestada homenagem às vítimas do coronavírus e o mundo do cinema foi convocado a renascer depois do ano difícil para o setor.

– Um ano difícil –

O fechamento das salas, a interrupção das filmagens e o cancelamento dos festivais tiveram graves consequências econômicas e colocaram todo o setor em risco.

+ Polícia aborda ambulância com sirene ligada e descobre 1,5 tonelada de maconha

“Depois de tantos meses de confinamento e bloqueio, é preciso ter coragem de reabrir as salas de cinema, voltar a produzir filmes, fazer bons produtos para convencer o público de que é hora de sair de seu apartamento para voltar aos cinemas”, afirmou o diretor da Mostra, Alberto Barbera, na véspera, em entrevista à AFP.

Os organizadores tiveram que montar um muro de aproximadamentedois metros de altura, ao longo de uma das laterais do tapete vermelho, em frente ao Palácio do Cinema.

Fotógrafos e cinegrafistas se posicionam em degraus numerados e à distância, todos estritamente vestidos de preto, incluindo a máscara. É a imagem simbólica da nova edição do festival, sem caçadores de selfies ou autógrafos.

O primeiro grande festival internacional a ser realizado em meio à pandemia, que vai durar dez dias, até 12 de setembro, acontece contra todas as probabilidades, apesar da redução do número de convidados e sessões paralelas.

Uma crise semelhante só é lembrada nos tempos de Segunda Guerra Mundial, ou no clima de protestos dos anos 1960.

– Todos rastreados –

O protocolo preciso exige o uso da máscara dentro e fora das salas, cuja capacidade foi reduzida para 50%.

Os participantes devem reservar ingressos para todas as sessões, incluindo coletivas de imprensa, e devem passar por um controle de temperatura para entrar.

O sistema é tão eficiente que indica o assento reservado, facilitando o rastreamento da pessoa em caso de sintomas.

“Era preciso realizar um festival com total segurança, respeitando todas as medidas cautelares. Chega de streaming de filmes, sentimos falta da experiência de ir ao cinema e é hora de recomeçar”, opinou Barbera.

Quem chega de fora da zona Schengen, bem como da Espanha, Grécia, Croácia e Malta, países mais afetados, deve apresentar teste negativo.

Para a famosa estrela australiana Cate Blanchet, presidente do júri, foi “um milagre” poder participar da Mostra e “aplaudir a criatividade e a força” dos cineastas que conseguiram terminar seus filmes em condições tão difíceis.

“Eu tenho medos, mas temos que ser corajosos”, disse Blanchett. “Acho que a indústria cinematográfica, como todas, teve meses muito difíceis e precisa fazer um esforço para emergir novamente”, disse a vencedora de dois Oscars durante a coletiva de imprensa.

– Amor e desamor na Itália-

O filme “Lacci” (“Laços”), do italiano Daniele Luchetti, uma história sobre relações familiares complexas, de amor e desamor, de felicidade e traição, baseada no romance “Laços” do escritor italiano Domenico Starnone, foi projetado fora da competição.

Foi a primeira vez que um filme italiano estreou na Mostra nos últimos onze anos, uma espécie de mensagem dos organizadores para apoiar a indústria do país.

Exibido pela primeira vez em 100 cinemas da península simultaneamente, deve permitir que cinéfilos que não puderam viajar a Veneza participem de maneira ideal do festival.

Ao todo, 60 longas-metragens foram convidados a participar da Mostra, em cinco categorias diferentes e 15 curtas-metragens, além de uma série de televisão.

Veja também

+ A incrível história do judeu que trabalhou para os nazistas na Grécia
+ Teve o auxílio emergencial negado? Siga 3 passos para contestar no Dataprev
+ Caixa substitui pausa no financiamento imobiliário por desconto de até 50% na parcela
+ Novo Código de Trânsito é aprovado; veja o que mudou
+Jovem é atropelado 2 vezes ao tentar separar briga de casal em Londrina; veja o vídeo
+ Descoberta oficina de cobre de 6.500 anos no deserto em Israel
+Vídeo mostra puma perseguindo um corredor em trilha nos EUA
+ Tubarão é capturado no MA com restos de jovens desaparecidos no estômago
+ 12 razões que podem fazer você menstruar duas vezes no mês
+ Por que não consigo emagrecer? 7 possíveis razões
+ Arrotar muito pode ser algum problema de saúde?
+ Educar é mais importante do que colecionar
+ Pragas, pestes, epidemias e pandemias na arte contemporânea