Comandante do exército sul-africano visita Moscou

O comandante das forças terrestres do exército sul-africano fez uma visita oficial a Moscou, anunciaram as agências de notícias russas nesta segunda-feira (15), depois de os Estados Unidos acusarem Pretória de fornecer armas à Rússia.

Segundo o Ministério da Defesa russo, citado pelas agências TASS e Interfax, o tenente-general Lawrence Mbatha e a sua delegação falaram com os seus homólogos russos sobre “questões de cooperação militar” para “aumentar a prontidão de combate das forças armadas de ambos os países”.

“Durante a reunião entre os chefes militares, foram concluídos acordos para fortalecer a cooperação entre as forças terrestres em vários âmbitos”, afirmou.

“A delegação visitará estabelecimentos de treinamento militar das forças terrestres russas e empresas do complexo militar-industrial”, acrescentou o ministério.

Esta visita ocorre em um momento de tensão entre a África do Sul e os Estados Unidos, que acusam Pretória de entregar armas à Rússia, país que há mais de um ano lidera uma ofensiva militar contra a Ucrânia.

Após as acusações do embaixador dos Estados Unidos em Pretória, o governo sul-africano prometeu uma investigação sobre essas supostas entregas de armas.

O exército sul-africano não respondeu imediatamente à AFP.

O presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, disse nesta segunda-feira que está sob “enormes pressões” para escolher um lado e que seu país não entrará “em uma competição entre potências mundiais” pela Ucrânia.

“Não aceitamos que nossa posição não alinhada favoreça a Rússia em comparação com outros países. Também não aceitamos que isso ponha em risco nossas relações com outros países”, disse ele no boletim presidencial semanal.

Ramaphosa falou por telefone na semana passada com o presidente russo, Vladimir Putin, e ambos expressaram o desejo de “intensificar” sua cooperação, segundo o Kremlin.

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