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Com Zion no holofote e dois jogadores brasileiros, Draft da NBA define novatos

Uma semana após o Toronto Raptors surpreender o poderoso Golden State Warriors e garantir o título inédito da NBA, uma nova decisão estará em jogo nesta quinta-feira e pode mudar o futuro das franquias. Mas, desta vez, a disputa é fora de quadra. Pelo terceiro ano consecutivo, o Barclays Center, arena do Brooklyn Nets, em Nova York, será palco do Draft, cerimônia onde 60 jovens atletas vindos de universidades norte-americanas e prospectos internacionais serão escolhidos para entrar na principal liga de basquete do mundo. O evento começa às 20 horas (de Brasília).

O nome mais badalado desta recrutamento é Zion Williamson, que defendeu a prestigiada universidade de Duke. Apontado por muitos especialistas como o jogador mais talentoso vindo do Draft desde LeBron James, em 2003, o ala é dado como certo para defender o New Orleans Pelicans, dono da primeira escolha. Outros dois atletas de Duke também são cotados para saírem nas 10 primeiras posições: R.J. Barrett e Cam Reddish.

A segunda escolha geral, que pertence ao Memphis Grizzlies, deve ser endereçada ao armador Ja Morant, de Murray State Racers. Isso porque a equipe vive um processo de reestruturação e trocou o seu principal jogador, Mike Conley, que joga na mesma posição, na última quarta-feira. Ele foi enviado para o Utah Jazz, que mandou Jae Crowder, Kyle Korver, Grayson Allen e duas escolhas de Draft, sendo a 23.º desta quinta.

Esta movimentação serve para ajudar a explicar como funciona o Draft aos que não estão habituados. Todas as equipes participam da seleção, feita em duas rodadas. A ordem das escolhas é definida em um sorteio entre as 14 equipes que não foram para os playoffs. As outras 16 posições são automáticas, respeitando as campanhas, indo do pior para o melhor. Ou seja, o Milwaukee Bucks, melhor time da temporada regular, tem a 30.ª escolha. A intenção da liga é fortalecer os piores times para manter o nível da competição sempre o mais alto possível.

Mas as equipes tem o direito de negociar a sua chance de “seleção” por alguém mais consolidado e que tenha um impacto imediato no time. Isso aconteceu com o Los Angeles Lakers nesta semana. Para receber o astro Anthony Davis, o time californiano teve de enviar três jogadores e as escolhas de Draft de primeira rodada deste ano (número 4) e outras duas nos próximos anos, respeitando algumas regras contratuais.


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São essas negociações que explicam o Atlanta Hawks ter seis escolhas em 2019 (8.ª, 10.ª, 17.ª, 35.ª, 41ª e 44.ª) e o Los Angeles Lakers e o Denver Nuggets não terem nenhuma.

QUEM PODE SER ESCOLHIDO? – Desde 2006, a NBA criou uma regra que impede que os jogadores saiam direto do ensino médio direto para a liga. Desta forma, quem mora nos Estados Unidos tem que jogar pelo menos um ano no basquete universitário para estar apto a se inscrever no Draft. Quem está no quarto ano universitário está automaticamente inscrito.

Já um jogador que more fora dos Estados Unidos pode se inscrever para o Draft até o ano em que completa 22 anos. Neste caso, a idade mínima para se inscrever é de 18 (completados até a data do Draft).

Quem não é escolhido por nenhuma equipe é considerado um “agente livre” e pode ser contratado por qualquer franquia sem ter de obedecer alguma ordem imposta pela NBA. A grande vantagem de ser “draftado” é ter um contrato garantido (nas 30 primeiras escolhas) e um salário maior.

BRASILEIROS – O último brasileiro que entrou na NBA via Draft foi o ala Bruno Caboclo, em 2014. Este ano, dois atletas do País estão na disputa: Yago (Paulistano) e Didi (Franca). A dupla é presença constante na seleção brasileira do técnico croata Aleksandar Petrovic. “Estou tranquilo quanto a isso, sei que ainda há muitos obstáculos pelo caminho para realizar o meu sonho, mas sei também que já mostrei muita coisa. Estou tranquilo, fiz o meu melhor e agora é trabalhar, esperar a oportunidade de estar lá”, disse Yago ao Estado.

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Para o armador, a experiência de já ter jogado competições internacionais pelo Brasil pode ser um diferencial para que as equipes o escolham. “Sobre a seleção brasileira, acho que esse fator conta bastante e acrescenta muito, então só tenho que aguardar e o que Deus quiser vai acontecer da melhor forma. Se não for agora, vou seguir trabalhando para que acontece num futuro próximo”.

Mas é Didi quem aparece mais cotado neste momento. Vice-campeão do NBB, o ala de 1,95 metro e 84kg chamou muito a atenção dos olheiros norte-americanos em sua participação no Nike Hoop Summit, tradicional partida promovida desde 1995 e que reúne promessas dos basquete mundial. Nas projeções feitas para esta quinta-feira pelos principais veículos especializados, o nome de Marcos Louzada (Didi) aparece sempre depois da escolha 50, indo para Philadelphia 76ers ou Los Angeles Clippers.

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