Economia

Com juros menores, Caixa quer ‘ganhar mais clientes, com menos inadimplência’

O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, afirmou nesta quinta-feira, 12, que a redução das taxas de juros do crédito imobiliário pelo banco decorre da reavaliação dos juros cobrados pela instituição após um novo corte da taxa Selic pelo Banco Central. O Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa básica de juros da economia de 5,0% ao ano para 4,5% ao ano. “As taxas de DI também caíram bastante ao longo do ano, o que nos dá tranquilidade matemática para a redução dos juros cobrados pela Caixa. O custo do funding de poupança também foi reduzido”, avaliou.

Para o crédito imobiliário, a taxa mínima cobrada pela Caixa passará de TR + 6,75% ao ano para TR + 6,50% ao ano. A redução de 0,25 ponto porcentual vale para os financiamentos tanto pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH) quanto pelo Sistema Financeiro Imobiliário (SFI). A nova taxa entra em vigor no dia 16 de dezembro.

Guimarães lembrou que a taxa do banco no crédito imobiliário começou 2019 em TR + 8,75%. Segundo ele, a redução de 26% nos juros da modalidade neste ano possibilitou o banco aumentar o número de concessões no financiamento de imóveis.

“O mercado de crédito imobiliário com funding de poupança cresceu 34% neste ano, enquanto a Caixa teve uma expansão de 96,5% nessa modalidade”, afirmou Guimarães. “A estratégia ao reduzir juros é ganhar mais clientes, com menos inadimplência. E ainda temos uma margem muito boa”, completou.

O presidente da Caixa também destacou o crescimento da contratação de concessões imobiliárias na linha recém-lançada pelo banco com correção pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). “Em março pretendemos lançar uma terceira linha, sem nenhuma correção, apenas com uma taxa prefixada”, adiantou.