Com o anúncio de que Gleisi Hoffmann será a nova ministra das Relações Institucionais, subiu para nove o número de mudanças na Esplanada realizadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desde o início do mandato, em janeiro de 2023.
Com posse marcada para 10 de março, a presidente do PT substituirá Alexandre Padilha à frente da articulação política do governo. No início da semana, o então ministro da SRI foi realocado para a Saúde, substituindo a demitida Nísia Trindade e consolidando a oitava troca da gestão.
O chamado “centrão”, grupo que reúne os partidos mais influentes do Congresso Nacional, alimenta a expectativa de que novas trocas aconteçam nas próximas semanas. Com uma baixa na popularidade e razões para pessimismo na economia, a tendência é de que o governo federal precise de mais apoio desses partidos para aprovar projetos que sustentem uma recuperação.
Trocas anteriores
— Em abril de 2023, Gonçalves Dias foi trocado por Marcos Antônio Amaro dos Santos no GSI (Gabinete de Segurança Institucional);
— em junho de 2023, Daniela Carneiro deu lugar a Celso Sabino no Turismo;
— em setembro de 2023, de uma vez só, Ana Moser e Márcio França foram substituídos por André Fufuca e Silvio Costa Filho nas pastas dos Esportes e Portos e Aeroportos, respectivamente. França foi realocado para o recém-criado Ministério do Empreendedorismo;
— em fevereiro de 2024, Flávio Dino foi indicado para o STF (Supremo Tribunal Federal) e deu lugar a Ricardo Lewandowski na Justiça e Segurança Pública;
— em setembro de 2024, Silvio Almeida foi denunciado por assédio moral e sexual, e substituído por Macaé Evaristo nos Direitos Humanos;
— no início de 2025, o marqueteiro Sidônio Palmeira assumiu a Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência) após a saída de Paulo Pimenta.