Economia

Com exterior e balanços, Bolsa cai 0,56%, mas sustenta nível de 105 mil pontos

Em dia de queda de 10% no PIB da Alemanha e de 32,9% na leitura anualizada para o PIB dos EUA no segundo trimestre, os mercados globais passaram por ajuste negativo nesta quinta-feira, 30, mais moderado em São Paulo e Nova York do que o observado na Europa, em sessão na qual a cautela também se ancorou em balanços mistos. Entre os números corporativos, destaque para queda de 40% no lucro do Bradesco no segundo trimestre, com aumento das provisões para inadimplência – ação ON do banco fechou em baixa de 2,54% e a PN, de 3,50%.

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Dia negativo também para as ações de commodities, especialmente Vale ON (-2,67%), após a divulgação dos resultados da mineradora, que trouxe lucro de R$ 4,8 bilhões no segundo trimestre, acima da expectativa do mercado, com a melhora da demanda chinesa. Antecipado pelo mercado, o anúncio de que a empresa retomará a partir de setembro a distribuição de dividendos aos acionistas, suspensos desde a tragédia de Brumadinho (MG) em janeiro de 2019, acabou por resultar em um movimento de realização de lucros no papel. Antes da divulgação do balanço, depois do fechamento de hoje, as ações da Petrobras também tiveram ajuste, em baixa de 1,51% para a PN e de 2,14% para a ON, em dia ruim para os preços do petróleo.

Apesar do desempenho negativo em setores de grande peso, como commodities e bancos, o Ibovespa conseguiu encerrar o dia com perdas semelhantes às de Wall Street, em baixa de 0,56%, aos 105.008,70 pontos, sustentando a linha de 105 mil, reconquistada ontem pela primeira vez desde o início de março. Na mínima, foi hoje aos 103.919,94 pontos, saindo de máxima aos 105.606,79 pontos, com abertura a 105.605,17 pontos. O giro financeiro, semelhante ao das últimas sessões, totalizou R$ 29,0 bilhões. Na semana, o índice avança 2,57% e, no mês, 10,47%, cedendo agora 9,20% no ano.

Na ponta do Ibovespa, Localiza fechou em alta de 10,85%, e, no lado oposto, Pão de Açúcar cedeu 6,27%, seguida por Ambev, em baixa de 3,96%.

“O dia foi até tranquilo perto do que poderia ter sido, com a forte retração da economia americana. A leitura foi muito ruim, mas se temia algo ainda pior, com projeções que chegavam a 40% de queda anualizada. Assim, o mercado resistiu em Nova York e aqui também, com os 104 mil aparecendo como suporte importante para o Ibovespa”, aponta Jefferson Laatus, estrategista-chefe do Grupo Laatus, chamando atenção também para o quadro doméstico mais acomodado, com a retomada da reforma tributária e um cenário político e governamental menos estridente.

“A expectativa pela aprovação no Congresso dos EUA de novo pacote de suporte direto ao consumo é outro fator que contribui para sustentar os preços dos ativos, que ontem refletiam positivamente os sinais do Fed de que continuará dando apoio total à recuperação da economia”, acrescenta o estrategista.

A progressão acumulada pelo Ibovespa desde o tombo de 29,90% em março, que coloca o índice entre abril e julho a caminho de seus maiores ganhos desde 2003 em intervalo de quatro meses, mantém em aberto a questão sobre a extensão do rali, em um contexto no qual os investidores estrangeiros acumulam saques na B3 e o doméstico, migrando recursos da renda fixa para a variável, tem sustentado o fluxo que impulsiona os preços dos ativos.

“Há espaço para uma realização mais forte, basta olhar para o descasamento dos preços de ativos de crédito privado, mesmo os de empresas de primeira linha, que refletem uma recuperação econômica aqui no Brasil que será muito mais complicada. O que tem segurado a B3 é o investidor brasileiro, por falta de opção”, observa Eduardo Levy, fundador e diretor de investimento da Kilima Gestão de Recursos. “À medida que a economia for reabrindo, será importante olhar para cada setor e conferir como está se comportando”, acrescenta Levy, destacando o trabalho muito bom feito pelo BC na condução de juros a patamares até bem pouco tempo “inimagináveis” no Brasil.

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