ISTOÉ 2016

Com Erlon, Isaquias leva prata e se torna o maior brasileiro em uma Olimpíada


Isaquias Queiroz chegou na Olimpíada do Rio falando que queria conquistar três medalhas, não importava a cor. E neste sábado ele cumpriu a promessa ao garantir o segundo lugar ao lado de Erlon de Souza, no C2 1.000 metros da canoagem velocidade. Antes, havia obtido a prata no C1 1000m e o bronze no C1 200m. Apenas a dupla Sebastian Brendel e Jan Vandrey, da Alemanha, chegou à frente deles na Lagoa Rodrigo de Freitas.

O feito do rapaz de Ubaitaba, na Bahia, é histórico. Pela primeira vez um atleta do País conquistou três pódios numa mesma edição de Olimpíada. Antes dele, quatro atletas já tinham chegado à marca de duas medalhas em uma única edição: Guilherme Paraense e Afrânio da Costa, no tiro esportivo, nos Jogos de 1920, e os nadadores Gustavo Borges, em 1996, e Cesar Cielo, em 2008. Com o feito, Isaquias leva o recorde nacional para um novo patamar.

Outra marca histórica é ser o primeiro atleta da canoa no mundo a conquistar três medalhas numa mesma Olimpíada. Antes dele, apenas atletas do caiaque chegaram a tal façanha: o soviético Vladimir Parfenovich, em 1980, os suecos Lars-Erik Moberg e Agneta Andersson, em 1984, a búlgara Vanja Gesheva e a alemã Birgit Fischer, ambas em 1988, e a húngara Rita Köbán, em 1992.

A dupla Isaquias e Erlon, campeã do mundo em 2015 e prata nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, no mesmo ano, era a favorita para a prova. Além das boas colocações anteriores, tinha como vantagem o fato de ser mais leve que seus principais concorrentes, os alemães Sebastian Brendel, de 28 anos, e Jan Vandrey, de 24.

Enquanto a canoa brasileira levava 163 quilos (85 kg de Isaquias e 78 kg de Erlon), a alemã tinha 180 quilos de peso (92 kg de Brendel e 88 kg de Vandrey). Mas eles sabiam que os rivais eram muito fortes. Os alemães foram os últimos a se classificarem para a Olimpíada, ao ganharem a vaga dos bielo-russos Andrei e Aliaksandr Bahdanovich, depois que a Federação Internacional de Canoagem baniu a Romênia e a Bielo-Rússia, por uso sistemático de doping.

No último duelo, eles largaram lado a lado, os brasileiros na raia 5 e os alemães na 4. Brendel e Vandrey ficaram com o ouro, ao passarem os brasileiros nos metros finais, completando o C2 1.000m em 3min43s912. Isaquias e Erlon marcaram 3min44s819. O bronze foi para os ucranianos Dmytro Ianchuk e Taras Mishchuk, com 3min45s949.

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