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Com Chico Buarque e Gilberto Gil, ‘Festival Lula Livre’ reúne milhares no Rio

Com Chico Buarque e Gilberto Gil, ‘Festival Lula Livre’ reúne milhares no Rio

Militantes e simpatizantes de Lula reunidos sob os Arcos da Lapa, no Rio de Janeiro, no ato "Lula Livre", em 28 de julho de 2018 - AFP

Com nomes como Gilberto Gil e Chico Buarque, o “Festival Lula Livre” reunia mais de 5.000 pessoas na noite deste sábado (28), no Rio de Janeiro, para pedir a liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso por corrupção desde abril e favorito para as eleições de outubro.

Jovens e militantes da Velha Guarda de camiseta vermelha e com máscaras de papel com o rosto de Lula se reuniram sob os Arcos da Lapa, no centro do Rio de Janeiro, para ouvir vários artistas que protagonizaram um ato político e cultural a favor do líder da esquerda.

“Diz-se muitas vezes que Lula só atrai gente pobre, quem recebe a ajuda do Bolsa Família, mas hoje se comprova que os intelectuais brasileiros apoiam sua liberdade, porque foi condenado sem provas”, disse a funcionário pública Sílvia Costa, de 51 anos.

O evento começou por volta das 14h e deve terminar com o esperado show de Chico e Gil. Também está prevista a participação de Beth Carvalho e da funkeira MC Carol, entre outros, neste evento que acabou batizado de “Lulapalooza”.

Chico e Gil não tocam juntos desde 1973, quando o país estava em plena ditadura militar. Ausente, Caetano Veloso, o outro elemento desse trio de ouro, está em turnê pela Europa.

Embora “Lula livre” tenha ecoado ao longo do dia, nem todos estavam ali pelo ex-presidente.

“Eu, sinceramente, venho pelos artistas, porque gosto do Chico e do Gil. Não sou muito a favor da causa do Lula. Acho que é muito difícil que ele não tenha roubado, quando caiu quase todo mundo em seu governo”, afirmou Gabriel Nascimento, um estudante de história de 19 anos.

“Não há um líder igual ao Lula em todo Brasil. É o único capaz de endireitar o país”, comentou Imaculada Santos, uma comerciante de 50 anos.

Lula cumpre pena de 12 anos e um mês de prisão em Curitiba por corrupção e lavagem de dinheiro. Com outros cinco processos pendentes, o ex-presidente defende sua inocência e diz ser vítima de um complô das elites para que não possa voltar ao poder.

Embora sua candidatura à presidência vá ser, muito provavelmente, invalidada pela Justiça eleitoral, ele continua a liderar todas as pesquisas, seguido pelo deputado de extrema direita Jair Bolsonaro.