A Procuradoria da Colômbia abriu uma investigação ao órgão eleitoral devido à falta de cédulas em alguns pontos do país para as primárias realizadas neste domingo, nas que a direita e a esquerda definiram seus candidatos presidenciais.
Foi aberto um inquérito “com o objetivo de estabelecer se pode ter havido algum tipo de conduta que resulte relevante do ponto de vista penal”, disse o procurador-geral, Néstor Humberto Martínez, a jornalistas.
O Registro Nacional assegurou que não houve cédulas suficientes em 20 dos mais de 11.000 postos de votação no país, alguns deles em Bogotá e Medellín, para definir os aspirantes presidenciais da direita e da esquerda por falta de orçamento.
“Por problemas orçamentários não foi impressa a totalidade de cédulas (36 milhões, o número de colombianos habilitados a votar), só foram impressas 15 milhões” para cada consulta – da esquerda e da direita -, disse o registrador, Juan Carlos Galindo.
Para lidar com a situação, o funcionário ordenou trasladar cédulas entre as zonas eleitorais e aprovou inclusive fotocópias das cédulas para suprir a demanda dos eleitores nos locais em que fosse necessário.
A 40 minutos do fechamento das urnas, Galindo assegurou que a situação estava “normalizada”.
Segundo o registrador delegado para temas eleitorais, Jairo Suárez, a entidade solicitou ao governo um orçamento de 33 bilhões de pesos (11 milhões de dólares), mas só foram aprovados 26 bilhões (oito milhões de dólares).
“Não é um problema de falta de cédulas, mas de distribuição das mesmas”, afirmou o ministro do Interior, Guillermo Rivera.
O ministro da Fazenda, Mauricio Cárdenas, assegurou que o número de cédulas impressas foi determinado com base no histórico de eleitores na Colômbia, onde a abstenção costuma ser de cerca de 60%.
As consultas interpartidárias definiram o senador Iván Duque, do partido Centro Democrático, liderado pelo ex-presidente Álvaro Uribe, e o ex-guerrilheiro Gustavo Petro como os candidatos da direta e da esquerda, respectivamente, para as presidenciais de 27 de maio, quando será eleito o substituto de Juan Manuel Santos.
Mais cedo, os aspirante tinham qualificado a falta de cédulas de “sabotagem” e fraude”.