Colômbia recebe ajuda humanitária de 12 nações após tremor

Governo colombiano confirma envio de US$ 1,3 bilhão para reconstrução e nega ter recusado ofertas por ideologia

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O vice-presidente colombiano, José Manuel Restrepo, confirmou nesta quarta-feira, 12 de agosto, que 12 países, entre eles o Brasil, enviarão ajuda humanitária à Colômbia, severamente afetada por um forte terremoto ocorrido em 10 de agosto. A cooperação externa já assegurou mais de US$ 1,3 bilhão para a reconstrução do país. Paralelamente, o governo do ultraconservador Abelardo De La Espriella negou categoricamente ter recusado ofertas internacionais de nações com bases ideológicas distintas.

A Colômbia recebe ajuda humanitária de 12 países e US$ 1,3 bilhão para reconstrução após o terremoto.

  • El Salvador e Peru já enviaram suprimentos, com o primeiro avião pousando em Cali com 51 toneladas de auxílio.
  • O governo do presidente Abelardo De La Espriella negou a recusa de apoio internacional por questões ideológicas.

José Manuel Restrepo detalhou que a lista de nações colaboradoras abrange Estados Unidos, Suécia, Turquia, México e El Salvador.

Na mesma quarta-feira, o primeiro avião com auxílio de El Salvador pousou em Cali, uma das cidades mais atingidas, transportando 51 toneladas de ajuda humanitária. O presidente salvadorenho, Nayib Bukele, anunciou nas redes sociais que um segundo voo, com 49 toneladas adicionais de suprimentos, deve partir em breve.

A mobilização do auxílio externo

Paralelamente, o governo do Peru também contribuiu, enviando uma aeronave com 12,5 toneladas de suprimentos. O objetivo é atender às necessidades urgentes da população, especialmente daqueles que ficaram desabrigados pelo abalo sísmico de magnitude 7,4 na escala Richter.

Há recusa de apoio por divergência ideológica?

O governo de Abelardo De La Espriella, empossado há menos de uma semana, reiterou hoje que não recusou ofertas de ajuda de nenhuma nação após o terremoto. “Não descartamos absolutamente nenhum país com base nas ofertas que nos foram feitas. Estamos cooperando com todos, sem quaisquer considerações ideológicas ou políticas”, afirmou o ministro das Relações Exteriores, Omar Bula.