Um dos líderes da maior organização criminosa do Equador, investigado pelo assassinato do candidato à presidência Fernando Villavicencio em 2023, foi extraditado na quinta-feira (19) para seu país após ser detido na Colômbia, informou o governo equatoriano.
Ángel Aguilar é acusado de ser um dos autores intelectuais do magnicídio de Villavicencio, um popular candidato atacado a tiros por um sicário em plena campanha eleitoral, um caso que marcou uma ruptura na violência sem precedentes que abala o Equador.
Conhecido como “Lobo Menor”, Aguilar é o segundo no comando de Los Lobos, o maior grupo narcotraficante do país, que tem ligações com o cartel mexicano Jalisco Nova Generação.
De acordo com o ministro do Interior do Equador, John Reimberg, o narcotraficante chegou ao porto de Guayaquil na noite de quinta-feira e será transferido para uma prisão de segurança máxima onde estão chefes do crime organizado e políticos condenados por corrupção.
Ele foi detido na quarta-feira (18) na Colômbia, após ser extraditado pelo México, onde havia entrado de avião com um passaporte colombiano falso, de acordo com a Migração Colômbia.
“Iria permanecer lá (no México) sob cuidados dos cartéis”, destacou o ministro do Interior, que informou que fará as gestões necessárias “para colocá-lo na lista” de extradição para os Estados Unidos, onde estão vários chefes do narcotráfico do Equador.
Aguilar já havia sido condenado a 20 anos de prisão, em 2013, por assassinato. Após cumprir a metade da pena, obteve liberdade condicional em 2022 e fugiu para Colômbia e depois para o México.
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