O presidente da Colômbia, Abelardo De La Espriella, decretou nesta quarta-feira (12) três dias de luto nacional em memória das vítimas do forte terremoto de magnitude 7,4 na escala Richter que atingiu o país em 10 de agosto. Assinado na noite de terça-feira (11), o decreto que determina bandeiras a meio-mastro em prédios públicos e representações diplomáticas sucede o abalo sísmico que deixou ao menos 254 mortos e centenas de feridos, sendo o mais forte registrado no país neste século.
De La Espriella também declarou estado de desastre nacional para agilizar a resposta à crise humanitária e a reconstrução das áreas afetadas, uma medida crucial para realocar recursos e mobilizar equipes de emergência.
O presidente da Colômbia decretou luto nacional e estado de desastre após o terremoto na Colômbia de magnitude 7,4 que deixou ao menos 254 mortos.
- O tremor, considerado o mais forte registrado no país neste século, levou ao hasteamento de bandeiras a meio-mastro e à mobilização de recursos emergenciais.
- Ações incluem busca por empréstimo do Banco Mundial e coordenação de ajuda internacional para as áreas mais afetadas.
Diante da dimensão da tragédia, o presidente colombiano declarou estado de desastre nacional para agilizar a aquisição de suprimentos, a contratação de obras e a mobilização de recursos para reconstruir as áreas danificadas pelo terremoto em quatro departamentos.
“Estou assinando o decreto que declara desastre em nível nacional”, anunciou De La Espriella em uma mensagem de vídeo, observando que “este instrumento jurídico nos permitirá enfrentar a tragédia da melhor maneira possível”. A medida, um mecanismo autorizado pela Constituição, permite ao governo realocar recursos originalmente destinados a outros fins para atender imediatamente à tragédia. Também determina que a Unidade Nacional de Gestão de Riscos de Desastres (UNGRD) estabeleça um plano de ação para a recuperação e a ajuda humanitária, entre outras providências.
Mobilização de recursos e cooperação
Inicialmente, o presidente havia cogitado declarar estado de emergência econômica – que confere ao Executivo o poder de emitir decretos com força de lei sem aprovação do Congresso –, mas acabou optando pelo mecanismo de desastre nacional.
O ministro das Finanças, Miguel Gómez, anunciou que, além da declaração de desastre nacional, o Estado colombiano buscará um empréstimo de até US$ 450 milhões junto ao Banco Mundial para enfrentar a crise, ressaltando que o governo não planeja criar novos impostos.
O Ministério das Relações Exteriores da Colômbia também anunciou a ativação de canais diplomáticos com países aliados para coordenar a ajuda internacional às áreas afetadas pelo terremoto. Em comunicado oficial, a pasta expressou, em nome do governo colombiano, gratidão à comunidade internacional pela solidariedade e pela disposição em apoiar o país diante da emergência.
Como a ajuda internacional está sendo coordenada?
Segundo o ministério, desde o início da tragédia, o governo vem articulando com nações aliadas o envio de recursos para atender às áreas prioritárias identificadas pelo centro de crise da Unidade Nacional de Gestão de Riscos de Desastres. A orientação do governo é que a ajuda internacional seja direcionada de acordo com uma lista de necessidades previamente identificadas, evitando a duplicação de esforços e garantindo que cada remessa atenda às demandas mais urgentes nas áreas de assistência humanitária, logística, saúde pública e proteção das famílias afetadas. As prioridades incluem hospitais de campanha, kits de alimentos, materiais de higiene e abrigo, produtos para água, saneamento e higiene, além de kits e utensílios de cozinha. O número de vítimas, no entanto, pode aumentar à medida que as equipes de emergência avançam nas buscas por sobreviventes.
Apoio a crianças e famílias vulneráveis
Paralelamente, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) está ampliando sua resposta para apoiar crianças e famílias afetadas pela tragédia no departamento de Chocó e na cidade de Buenaventura. “Crianças viram suas casas e escolas serem danificadas e enfrentam riscos crescentes, uma vez que serviços essenciais permanecem interrompidos nas comunidades mais atingidas”, declarou Tanya Chapuisat, representante do Unicef na Colômbia.