Comportamento

Colecionador devolve antiguidades roubadas e evita processo nos EUA

Colecionador devolve antiguidades roubadas e evita processo nos EUA

Milionário e filantropo Michael Steinhardt em 11 de agosto de 2010 em Nova York - GETTY IMAGES NORTH AMERICA/AFP/Arquivos


Um famoso colecionador de arte americano, o bilionário e filantropo Michael Steinhardt, devolveu 180 obras de arte e antiguidades roubadas ao redor do mundo nas últimas décadas, avaliadas em 70 milhões de dólares, informou nesta segunda-feira (6) a justiça de Nova York.

O anúncio do promotor Cyrius Vance, resultado de anos de investigação, permite que Steinhardt, de 80 anos, escape por enquanto de ser acusado e julgado, mas ele foi proibido de comprar antiguidades no mercado legal de arte.

Em nota, o promotor Vance denunciou “o apetite voraz há anos de Michael Steinhardt por objetos saqueados, sem se preocupar com a legalidade de suas ações, nem com a legitimidade das peças que comprava e vendia, nem com a gravidade dos danos culturais perpetrados em todo o mundo”.

Vance também acusou o colecionador e financista nova-iorquino, cuja fortuna chegaria, segundo a Forbes, a 1,2 bilhão de dólares, de não respeitar nenhuma “fronteira geográfica ou moral” e de se apoiar em “traficantes de antiguidades, chefes do crime organizado e de lavagem de dinheiro e ladrões de tumbas, para aumentar suas coleções”.

Os serviços de Vance revistaram o escritório e o apartamento de Steinhardt na 5ª Avenida de Manhattan. Uma das prioridades do promotor é que as obras de arte roubadas sejam restituídas.

Steinhardt, que fez fortuna graças a um fundo especulativo, é um renomado colecionador de antiguidades gregas que tem seu nome gravado em uma galeria do Museu Metropolitano de Arte (MET).

De acordo com Vance, as 180 obras de arte – incluindo um vaso grego com cabeça de veado datado de 400 a.C. avaliado em 3,5 milhões de dólares e uma pequena urna da Grécia antiga de 1400-1200 a.C. de 1 milhão – “serão devolvidas o mais rápido possível aos seus legítimos proprietários em 11 países”.

A restituição evita o julgamento de Steinhardt, já que a justiça nova-iorquina favorece o retorno “em vez de mantê-los por anos como prova de uma acusação para um grande júri, um processo e uma possível condenação”, explicou o comunicado.


Saiba mais
+ IPVA 2022 SP: veja como consultar e pagar o imposto
+ Um gêmeo se tornou vegano, o outro comeu carne. Confira o resultado
+ Reencarnação na história: uma crença antiquíssima
+ SP: Homem morre em pé, encostado em carro, e cena assusta moradores no litoral
+ O que se sabe sobre a flurona?
+ Truque para espremer limões vira mania nas redes sociais
+ Horóscopo: confira a previsão de hoje para seu signo
+ Veja quais foram os carros mais roubados em SP em 2021
+ Expedição identifica lula gigante responsável por naufrágio de navio em 2011
+ Tudo o que você precisa saber antes de comprar uma panela elétrica
+ Agência dos EUA alerta: nunca lave carne de frango crua