Coisa de novela

Ao que tudo indica, está em curso uma profunda reforma ministerial. Diferente de fritar um ministro aqui e outro ali, ou de queimar generais de divisão na calada da noite para acomodar uma ou outra indicação de Olavo de Carvalho, agora a mudança será feita por atacado mesmo. Soube por fonte segura que o papel do tal guru do presidente vem sendo esvaziado lentamente e que, para substituir o filósofo, está em alta o nome de um consagrado diretor de reality shows da Rede Globo. Consta que durante as festas de final do ano, os filhos do presidente encontraram este diretor que deu várias ideias para aumentar a popularidade do presidente. Entre elas, a sugestão de ocupar os principais cargos do governo com atores de verdade.“Atores são amados pelo povo e sabem representar o papel que o presidente desejar!

O Alexandre Frota foi uma exceção. Não dá para generalizar!” insistiu o diretor. A chegada de Regina Duarte para a Secretaria Especial de Cultura apenas reforça esta informação. Assim, pela primeira vez, esse governo pretende passar o rodo e trocar vários ministros de uma só vez. Dizem inclusive que a troca tinha sido apelidada pelos filhos do presidente de “Paredão de Terça”, mas não houve aprovação: Paredão é coisa de fuzilamento, o que não é o caso ainda, teria afirmado Bolsonaro.Todas essas mudanças, é claro, são muito delicadas e podem ter consequências terríveis na audiência, digo opinião pública, se não forem executadas com o devido ensaio. A própria Regina Duarte admitiu, no começo da semana, que estava fazendo um teste. Só não explicou que o teste era a pedido do presidente, para saber qual a reação da mídia ao colocar atores nos principais cargos do executivo.

Quem poderia ser contra a indicação da namoradinha do Brasil? Se Regina Duarte é preparada para o cargo não vem ao caso, afinal, o presidente já demonstrou inúmeras vezes que este critério não é importante. Além disso, atuando desde os 14 anos, evidentemente que Regina Duarte está mais do que credenciada para suspender uma exposição de arte com temática gay, ou mesmo tirar do ar um ou outro filme mais apimentado. Minha fonte está tão segura das mudanças que até enviou uma lista com as principais nomes da Globo e da Record. Claro que os principais ministérios serão ocupados por atores consagrados, com maior apelo ao público.

O Murilo Benicio está muito bem cotado para o Ministério da Justiça pois, de acordo com o presidente:

“O Murilo tem o mesmo jeitão de galã do Moro”. O Tony Ramos assumiria o ministério do Meio Ambiente, porque Eduardo Bolsonaro lembrou de sua inesquecível atuação em Cabocla. A Glória Pires estava bem encaminhada para a pasta da Mulher, Família e Direitos Humanos, até que alguém lembrou de sua atuação em Anjo Mau. A atriz ainda não saiu da lista, mas o Ministério deve ficar mesmo com Suzana Vieira. Marcos Palmeira deve ficar com Relações Exteriores, porque segundo dizem, o presidente acha que ele é muito boa pinta e vai representar bem o Brasil lá fora.

Finalmente, um dos nomes mais esperados também é dos mais polêmicos: Antonio Fagundes. O presidente queria porque queria que o ator fosse para o Ministério da Infraestrutura. Sugeriu até que a pasta fosse dividida entre Fagundes e Stênio Garcia. “Já pensaram se eu trago de volta Pedro e Bino? Entro para a história!”. Bolsonaro tentou convencer os filhos, mas não colou. Fagundes deve ficar mesmo com o Ministério da Saúde, porque segundo a primeira-dama, ele fica lindo de branco. Aguardem cenas dos próximos capítulos.

“Já pensaram se eu trago de volta Pedro e Bino? Entro para a história!”. Bolsonaro tentou convencer os filhos, mas não colou


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