Economia

Cobre sobe com desvalorização pré-Fed do dólar e planos de incentivos da China

Os contratos futuros de cobre avançam nesta manhã, ajudados pelo enfraquecimento do dólar em meio a expectativas de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) seja “dovish” (favorável à manutenção de estímulos) na decisão de política monetária de amanhã. Planos da China de implementar mais medidas de incentivo fiscal também ajudam a sustentar o metal básico.

Às 8h40 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) subia quase 1%, a US$ 6.496,50 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em maio tinha alta de 1,13%, a US$ 2,9420 por libra-peso, às 9h (de Brasília).

O dólar está pressionado nos negócios da manhã, tornando o cobre mais atraente para operadores que utilizam outras moedas, com a especulação de que o Fed não apenas manterá os juros básicos inalterados, como reduzirá suas projeções para futuros aumentos das taxas e também para a perspectiva econômica. Há rumores ainda de que o BC americano poderá interromper a redução de seu balanço patrimonial, estimado em quase US$ 3,8 trilhões.

Já o governo da China, maior consumidor mundial de cobre e de outros metais para uso industrial, recentemente confirmou planos de cortar impostos como forma de conter a tendência de desaceleração de sua economia. O imposto sobre valor agregado (IVA) para o setor manufatureiro, por exemplo, será reduzido de 16% para 13%.

Entre outros metais básicos na LME, os ganhos eram generalizados. No horário indicado acima, a tonelada do alumínio subia 0,62%, a US$ 1.932,35, a do zinco avançava 1%, a US$ 2.801,50, a do estanho tinha alta de 0,47%, a US$ 21.230,00, a do níquel aumentava 1,35%, a US$ 13.185,00, e a do chumbo exibia ganho mais modesto, de 0,17%, a US$ 2.038,00 por tonelada. Com informações da Dow Jones Newswires.

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