Os futuros de cobre operam em baixa nesta manhã, devolvendo parte dos fortes ganhos recentes, apesar da interrupção da produção de duas grandes minas e à espera da ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA).
Por volta das 8h (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) recuava 0,5%, a US$ 6.025,00 por tonelada.
Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em março tinha queda mais acentuada, de 1,13%, a US$ 2,7145 por libra-peso, às 8h30 (de Brasília).
O índice DXY do dólar avança nos negócios da manhã, tornando o cobre mais caro para investidores que utilizam outras moedas.
Além disso, o clima é de cautela nos mercados de metais antes da publicação da ata do Fed, na tarde de hoje. No documento, o BC americano poderá indicar quando pretende voltar a elevar juros.
Segundo a corretora Marex Spectron, os metais também são pressionados por dados da China mostrando que os preços de moradias subiram em 45 de 70 cidades do país em janeiro ante o mês anterior, a menor proporção em um ano.
Questões de oferta, porém, continuam sustentando o cobre, uma vez que trabalhadores da mina chilena de Escondida continuam em greve e a Freeport-McMoRan permanece num impasse com o governo da Indonésia para obter uma licença de exportação para a mina de Grasberg.
Outros metais na LME operavam sem direção única: o níquel caía 0,1%, a US$ 10.820,00 por tonelada, o estanho também recuava 0,1%, a US$ 19.730,00 por tonelada, o alumínio se mantinha estável, a US$ 1.883,00 por tonelada, assim como o zinco, a US$ 2.870,00 por tonelada, e o chumbo avançava 0,8%, a US$ 2.282,00 por tonelada. Fonte: Dow Jones Newswires.