Economia

Cobre fecha em alta com mercado à espera de Fed e novidades da guerra comercial

Os contratos futuros do cobre fecharam em alta nesta quarta-feira, com os investidores à espera da decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e de novas sinalizações de Estados Unidos e China sobre a guerra comercial.

O cobre para março subiu 0,87%, a US$ 2,7895 libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), e o cobre para três meses teve ganho de 0,92%, a US$ 6.156 a tonelada, na London Metal Exchange (LME).

O mercado espera que o Fed mantenha os juros inalterados na faixa entre 1,50% a 1,75% ao ano, na decisão que será anunciada às 16h (de Brasília), e acompanhará as projeções da autoridade monetária para a economia americana.

Em relação à guerra comercial, a expectativa é pelo novo aumento tarifário de Washington sobre cerca de US$ 156 bilhões em bens chineses, que está previsto para entrar em vigor no domingo.

Hoje, a CNBC informou que Pequim quer o cancelamento da medida para continuar as negociações para a assinatura da chamada “fase 1” do acordo comercial entre os dois países. Já o jornal chinês Global Times noticiou que, caso a elevação de tarifas aconteça, a China anunciará retaliações aos americanos.

Daniel Briesemann, analista de metais do Commerzbank, ressalta que o otimismo no mercado de metais é apoiado por dados de empréstimos na China em novembro, que aumentaram em 1,39 trilhão de yuans (US$ 197,5 bilhões). Já o ING pondera que a queda anual de 3,6% na venda de veículos no mesmo mês no país asiático, que é o maior comprador mundial de cobre, “obviamente não é boa notícia para o crescimento da demanda da indústria de metais”.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o alumínio avançou 0,28%, a US$ 1.760 a tonelada, o chumbo subiu 1,57%, a US$ 1.937 a tonelada, o níquel avançou 3,32%, a US$ 13.850 a tonelada, e o estanho recuou 0,58%, a US$ 17.290 a tonelada.

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