Economia

Cobre cai mais de 1%, após dados da China e com dúvidas sobre diálogo comercial

Os futuros de cobre operam em baixa de mais de 1% nesta manhã, após as bolsas chinesas sofrerem sua maior queda desde outubro em meio a preocupações com dados fracos e o lento andamento das negociações entre Estados Unidos e China.

Por volta das 8h40 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) caía 1,10%, a US$ 6.366,00 por tonelada.

Já na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em maio recuava 1,05%, a US$ 2,8800 por libra-peso, às 9h25 (de Brasília).

Números decepcionantes da balança comercial chinesa, divulgados de madrugada, reforçaram preocupações com a tendência de desaceleração da economia global, um dia depois de o Banco Central Europeu (BCE) cortar fortemente suas projeções de crescimento para a zona do euro. Em Xangai e Shenzhen, as bolsas fecharam os negócios de hoje com as maiores perdas em cinco meses, de 4,4% e 3,79%, respectivamente.

Além disso, o embaixador dos EUA para a China, Terry Branstad, disse em entrevista ao Wall Street Journal que um acordo comercial entre os dois países não é iminente e que as recentes discussões bilaterais foram “longas e difíceis”.

Logo mais, às 10h30 de (Brasília), a atenção dos investidores vai se voltar para o relatório de empregos dos EUA, o chamado “payroll”, que tem forte influência nas decisões de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano).

Entre outros metais básicos na LME, as perdas eram generalizadas. No horário indicado acima, a tonelada do alumínio recuava 0,72%, a US$ 1.876,00, a do zinco tinha baixa de 1,15%, a US$ 2.704,00, a do estanho diminuía 0,28%, a US$ 21.425,00, a do níquel cedia 0,98%, a US$ 13.090,00, e a do chumbo perdia 0,59%, a US$ 2.091,00 por tonelada. Com informações da Dow Jones Newswires.

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