Coalizão diz ter matado 150 rebeldes houthis perto da cidade iemenita de Marib

Coalizão diz ter matado 150 rebeldes houthis perto da cidade iemenita de Marib

A coalizão militar liderada pela Arábia Saudita no Iêmen afirmou nesta segunda-feira (18) ter matado 150 rebeldes houthis em novos ataques aéreos no sul da cidade estratégica de Marib e o chefe dos insurgentes pediu para continuar com os combates.

Os ataques “destruíram 13 veículos militares e mataram 150 elementos terroristas” nas últimas 24 horas em Al Abdiya, afirmou a coalizão em um comunicado divulgado pela agência oficial saudita SPA.

O chefe dos rebeldes, Abdelmalek al Huthi, pediu para continuar os combates em um discurso televisionado, com motivo do dia do Profeta, em que dezenas de milhares de simpatizantes dos houthis desfilaram pelas ruas das cidades que estão sob seu controle.

O novo saldo eleva para mais de 1.100 o número de rebeldes mortos nos últimos dias, segundo a coalizão.

Não foi possível verificar esses números de forma independente e os houthis não costumam informar as mortes em suas fileiras.

Há uma semana, a coalizão anuncia diariamente a morte de mais de cem rebeldes nesta área, onde os insurgentes avançam para Marib, o último reduto do governo no norte do Iêmen.

No Twitter, os houthis afirmaram no domingo que tomaram várias frentes perto de Marib, incluindo Al Abdiya.

Al-Abdiya está situada cerca de 100 quilômetros ao sul de Marib, em uma região rica em petróleo e geograficamente estratégica, entre o norte e o sul do Iêmen.

Desde 2014, as forças do governo reconhecido internacionalmente travam uma guerra contra os houthis, que são apoiados pelo Irã e controlam boa parte do norte do país, com a exceção de Marib.

Desde 2015, a coalizão militar dirigida pelos sauditas oferece ajuda às forças pró-governo em sua luta.

Em sete anos de guerra, dezenas de milhares de pessoas, a maioria civis, morreram e milhões tiveram que abandonar seus lares, segundo as organizações internacionais.

A comunidade internacional busca, em vão, uma solução pacífica para o conflito, que provocou a pior crise humanitária do mundo, segundo a ONU. Quase 80% da população iemenita depende de ajuda humanitária para sobreviver.