CNI pede ao STF para ser ‘Amicus curie’ na ação contra voto de qualidade do Carf

CNI pede ao STF para ser 'Amicus curie' na ação contra voto de qualidade do Carf

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para ser aceita como “Amicus curie” na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra a Medida Provisória 1.160, que reintroduziu o chamado “voto de qualidade” no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). A ação inicial é do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Em nota, a entidade afirma que a volta do voto de qualidade é “preocupante”. “Aprovada em 2020, a Lei nº 13.988 passou a aplicar a inaplicabilidade do voto, por parte do Fisco, no caso de desempate de julgamentos, havia sido um passo importante para se alcançar maior equilíbrio no tratamento dado aos contribuintes e ao Fisco nas discussões sobre matérias tributárias que estão no âmbito administrativo”, defende.

A CNI afirma, na ação, que houve temor das empresas da indústria “no sentido da reversão imediata e consequente não aplicação de entendimentos jurisprudenciais até então favoráveis aos contribuintes”.