Após ter sua situação regularizada no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF, o goleiro Bruno, de 41 anos, está apto a jogar pelo Vasco-AC. A estreia deve ocorrer no confronto desta quinta-feira, 19, às 21h (horário de Brasília), contra o Velo Clube (SP), na Arena da Floresta, em Rio Branco. A partida é válida pela primeira rodada da Copa do Brasil.
O goleiro retornou ao Acre após cinco anos para jogar no Vasco-AC, time que está no centro de uma polêmica com quatro jogadores presos por estupro coletivo.
De acordo com informações do portal “G1”, os atletas Erick Luiz Serpa, Matheus Silva, Brian Peixoto e Alex Pires Júnior são investigados pelo estupro de duas mulheres. O crime teria ocorrido na noite da última sexta-feira, 13, no alojamento do próprio clube, em Rio Branco.
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No domingo, 15, Erick Luiz foi preso preventivamente. Na quarta-feira, 18, a Justiça determinou ainda as prisões temporárias de Alex, Matheus Silva e Brian em audiência de custódia. Portanto, os quatro jogadores estão custodiados no Complexo Penitenciário de Rio Branco, onde podem permanecer detidos por até 40 dias durante a fase de inquérito
Os jogadores foram denunciados no último sábado, 14, após o caso ser registrado na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam). As investigações indicam que o que teria começado como uma interação consensual transformou-se em episódios de abuso. Em nota oficial, a Associação Desportiva Vasco da Gama (AC) afirmou que adotou medidas administrativas internas e que colabora com as autoridades, embora tenha ressaltado a necessidade do “devido processo legal”.
“A instituição informa que adotou medidas administrativas internas para apuração dos fatos e permanece à disposição para colaborar integralmente com as autoridades. O clube reafirma seu compromisso com a integridade e esclarece que não compactua com qualquer forma de violência”, informou a nota.
Declarações do treinador geram repúdio
O técnico da equipe, Eric Rodrigues, agravou a crise ao tentar minimizar o ocorrido em entrevistas recentes. Ele afirmou que “não era a primeira vez” que atletas levavam mulheres ao alojamento e criticou a condução das investigações pela Polícia Civil.
A Secretaria de Estado da Mulher do Acre (Semulher) emitiu uma nota de repúdio contundente contra as falas do treinador. A instituição destacou que o consentimento não é permanente. “Ainda que tenha havido intenção inicial, a ausência de consentimento em qualquer momento torna o ato criminoso. Sexo sem consentimento é estupro”, diz o documento. O órgão confirmou que está prestando assistência psicológica e institucional às vítimas.