Cloroquina: não foram só as emas que ignoraram Jair Bolsonaro

Cloroquina: não foram só as emas que ignoraram Jair Bolsonaro

(Julho) Bolsonaro exibe uma caixa de hidroxicloroquina para apoiadores, do lado de fora do Palácio da Alvorada, em Brasília - AFP/Arquivos

Pois é. O presidente fez tudo o que pôde: usou seus super poderes robotizadores contra os minions; arregimentou um exército de “especialistas” (de redes sociais); fez propaganda ostensiva; trouxe médicos curandeiros, mas… nada! Nadica de nada.

Apenas o laboratório do Exército armazena cerca de 400 mil comprimidos da droga. Estima-se, contudo, que o “estoque circulante” ultrapasse 1 milhão de unidades. Algo como meros 18 anos de consumo. Isso é o que se chama de estoque regulador.

No mundo civilizado, estudos diversos – de entidades seríssimas – provaram e comprovaram a ineficácia do remédio contra a Covid-19. Médicos e especialistas também alertaram para os sérios efeitos colaterais em doentes com problemas cardíacos.

No Brasil, simplesmente os dois maiores e mais respeitados (inclusive mundialmente) hospitais, Sirio Libanês e Albert Einstein, ambos em São Paulo, recomendaram expressamente aos seus clínicos que não prescrevessem a droga.

Donald Trump – tá sumido, né? -, generoso que só ele, além de amigo do peito da família Bolsonaro, enviou, como doação ao Brasil, nada menos que 2 milhões de comprimidos. Sabem como é: se não serve para os EUA, serve para Banânia.

Não sei se este tsunami de cloroquina “made in USA” já atingiu a costa brasileira, mas uma coisa é certa: se o coronavírus, um dia, tiver mesmo esse medo todo dessa droga, como tem a malária, salvaremos o mundo. E, aí sim, teremos o nosso próprio super herói.

Mas nada de Superman, Batman e esses fracotes de Hollywood. O nosso será o grande e imbatível Captain Chloroquine. O defensor dos frascos e comprimidos, hehe. Ah! E do Queiroz também, é claro.

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