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Clima, arte, futebol e outros: 2021 em dez recordes

Clima, arte, futebol e outros: 2021 em dez recordes

O porta-contêineres "Ever Given" encalhou em 23 de março no Canal do Suez, bloqueando a navegação deste elo marítimo fundamental - AFP/Arquivos


Das emissões de CO2 aos gols de Messi e Ronaldo, passando por leilões de arte contemporânea e gigantescas retiradas aéreas: a AFP oferece um resumo do ano 2021 em dez recordes.

– CO2 dos incêndios –

Durante o verão boreal, os incêndios destruíram especialmente a América do Norte, provocando emissões recordes de CO2 em escala planetária em julho (1.258 megatoneladas) e agosto (1.384,6 megatoneladas), segundo o serviço europeu de observação da Terra, Copernicus, que vinculou essa situação ao aquecimento climático.

– Gás nas alturas –

Uma recuperação econômica mais forte que o esperado, a força da demanda asiática e o escasso nível de reservas na Europa fizeram disparar como nunca antes o preço do gás no início de outubro. O preço de referência a nível europeu, o TTF holandês, alcançou em 6 de outubro o nível recorde de 162 euros por megawatt-hora.

– Ponte aérea gigante –

Os Estados Unidos encerraram em agosto 20 anos de presença militar no Afeganistão, com uma ponte aérea gigantesca que superou a de Saigon no fim da guerra do Vietnã, embora não tenha conseguido evacuar todas as pessoas que trabalharam para os ocidentais e agora estão ameaçadas pelo governo do Talibã.

A operação permitiu retirar 123.000 estrangeiros e civis afegãos, superando os 55.000 retirados do sul do Vietnã em 1975.

– Superpotência chinesa –

A China realizou, no início de outubro, mais de 50 incursões de aviões militares em 24 horas na área de identificação da defesa aérea de Taiwan, reivindicando seu poder apenas duas semanas após o anúncio de um acordo militar entre Austrália, Reino Unido e Estados Unidos para contra-atacar a influência chinesa na região Ásia-Pacífico.

– Suez bloqueado –

Com o comprimento de quatro campos de futebol e a altura de um prédio de 20 andares, o porta-contêineres “Ever Given” encalhou em 23 de março no Canal do Suez, bloqueando a navegação deste elo marítimo fundamental.

Os seis dias necessários para desencalhar o navio provocaram um enorme e inédito engarrafamento de 422 navios carregados com 26 milhões de toneladas de mercadorias, o que agravou as dificuldades de abastecimento provocadas pela pandemia.

– A ascensão do bitcoin –

O bitcoin alcançou níveis históricos (68.513 dólares em 9 de novembro), sinal da busca crescente pelas criptomoedas, vistas por alguns como uma forma de proteção contra o retorno da inflação que abala economias de todo o mundo.

– Loucos pela arte –

O que as pinturas de Frida Kahlo, Pierre Soulages e Banksy têm em comum? Poucas coisas, além dos recordes alcançados pelas suas obras em leilões este ano, como o famoso autorretrato da artista mexicana vendido em Nova York por 34,9 milhões de dólares.

Os valores acumulados em vendas de arte contemporânea nunca foram tão altos (2,7 bilhões de dólares em 2020-2021), impulsionados também pela explosão dos mercados das obras digitais únicas certificadas, as “NFT”, que podem ser levadas em um celular.

– Turistas espaciais –

O capitão Kirk, comandante da nave espacial da série Star Trek, ou seu intérprete William Shatner, faz parte dos cerca de vinte viajantes não profissionais que foram ao espaço em 2021. Com 90 anos, o ator é o passageiro espacial mais velho.

A lista de turistas galácticos nunca foi tão grande, com voos oferecidos pelas empresas privadas dos bilionários Jeff Bezos (Blue Origin), Elon Musk (SpaceX) e Richard Branson (Virgin Galactic).

– Ronaldo contra Messi –

Duas lendas vivas do futebol, o argentino Lionel Messi e o português Cristiano Ronaldo, escreveram mais uma vez seus nomes na história do esporte em setembro.

Messi superou Pelé como maior artilheiro de uma seleção latino-americana (79 gols) e o português se tornou o maior goleador de todos os tempos por uma seleção (115) e o jogador europeu que mais vezes foi convocado para a seleção de seu país (184).

– Canal da Mancha e Everest –

O nepalês Kami Rita Sherpa, de 51 anos, melhorou em maio seu próprio recorde de subidas do Everest com sua 25ª subida ao topo do mundo. Por sua vez, a australiana Chloe McCardel, de 36 anos, se tornou em outubro a pessoa com mais travessias a nado no Canal da Mancha, – 44 vezes.


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