[ALERTA: este texto aborda assuntos como estupro e violência contra a mulher, podendo ser gatilho para algumas pessoas. Caso você se identifique ou conheça alguém que esteja passando por esse problema, DISQUE 180 e denuncie]
Claudia Raia, de 59 anos, revelou uma situação traumática do seu passado, em entrevista ao programa “Dona da Casa”, da rádio portuguesa Antena 3. A atriz sofreu uma tentativa de abuso de um coreógrafo aos 13 anos de idade. Segundo relato, a artista estava hospedada na casa do homem, nos Estados Unidos, pois ele era considerado de confiança pela sua família. No entanto, ele a atacou durante uma conversa.
“Eu era muito nova, eu tinha 13 anos, muito nova mesmo, e fui assediada pela pessoa que estava me recebendo na casa dele. E um dia, domingo, a mulher dele tinha saído pra passear com a neném deles, e ele veio conversar comigo como é que tinha sido a semana, de aulas e tudo. E nós bailarinos, a gente tem uma coisa muito física, um bota a mão na perna do outro, é muito livre, né? Então ele botou a mão na minha perna, eu estava de camisola, como se fosse um tio meu, sabe?”, iniciou.
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Claudia disse que conseguiu se defender jogando uma coruja de cristal na cabeça dele. “E aí essa mão foi subindo, foi subindo aqui, para o meio da minha perna. Aquilo me chamou atenção, eu já olhei em volta, porque minha mãe sempre disse: ‘Se alguém te tocar sem que você queira, pegue o que tiver do seu lado e jogue na cabeça da pessoa. Não permita nunca que isso aconteça'”, completou o relato.
“Eu olhei e do lado tinha uma coruja de cristal. Eu falei, é a coruja. Se ele avançar, é a coruja. Ele avançou. E eu dei a coruja na cabeça dele, ele desmaiou, abriu a cabeça. Veio com a mão por dentro da minha perna e veio para cima de mim. E eu joguei a coruja na cabeça dele. Achei que eu tinha matado ele. Imagina, com a cabeça aberta, sangrando”, recordou.
Após se defender do assédio, Claudia Raia saiu correndo da casa em pânico. “Eu peguei minha mala, coloquei o que eu vi na frente de roupa e saí com a camisola e com o trench coat. Em pânico, na rua, no Harlem, sem ter para onde ir”, disse, acrescentando que nunca mais encontrou o coreógrafo. “Na verdade, ele morreu agora, faz uns dois anos. Encontrei o filho dele, que é a cara dele, que é um grande sapateador. Eu também sapateio. E nós éramos padrinhos de um concurso de sapateado, um campeonato de sapateado que tem no Brasil. Ele era o padrinho, eu era a madrinha, foi quando eu encontrei com ele. Mas eu fiquei toda gelada quando o vi, porque ele era a cara dele”, encerrou.
Assista ao trecho da entrevista no link abaixo:
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