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Clandestinos são câncer a ser erradicado, diz prefeito italiano


BOLONHA, 1 OUT (ANSA) – O prefeito de Ferrara, Alan Fabbri, gerou uma polêmica na Itália nesta quinta-feira (1º) ao classificar todas as pessoas que estão no país ilegalmente como um “câncer” que precisa ser erradicado.   

O comentário, publicado na conta oficial do Facebook do político do partido de extrema direita Liga Norte, diz respeito à notícia da rejeição de 134 permissões de estadia desde o início do ano e 12 revogações de pedidos de residência na cidade italiana, “quase todas por motivos ligados à periculosidade social e clandestinidade de quem pediu proteção internacional”. “Clandestinos, violentos, traficantes em série e desabrigados, que tornam a nossa cidade menos segura, não podem exigir nenhum direito, só têm que voltar de onde vieram”, escreveu Fabbri, acrescentando que pessoas assim são “um tumor para erradicar”.   

Na publicação, o prefeito ressaltou também que, para pedir proteção internacional, é preciso “merecer, trabalhando honestamente e tornando-se útil para a comunidade que te hospeda”. “Antes de qualquer direito, há deveres a respeitar”.   

Por fim, Fabbri parabenizou as autoridades locais “por estes resultados e por ter visivelmente intensificado os controles nas áreas mais frequentadas por essas pessoas”.   

Segundo os dados disponíveis no site da polícia de Ferrara, no entanto, em muitos casos, as autorizações de residência não foram renovadas, conforme exigido por lei, mesmo para aqueles que perderam o emprego e não estão conseguindo se sustentar, o que os torna automaticamente ilegais no território italiano.   

“Hoje o prefeito de Ferrara nos deu uma de suas pérolas: ele fez um post em que confunde o pedido de proteção internacional com o pedido de autorização de residência”, explicou o deputado Luca Rizzo Nervo, do Partido Democrático (PD).   

“Ele argumenta que, se você deseja proteção internacional, deve saber como merecê-la, tornando-se útil na sociedade que a concede. Trabalhando para pagar a concessão. Ou seja, uma troca.   

Se eu precisar de você, eu te protejo, se eu não precisar de você vá para casa”, acrescentou Nervo, concluindo que o populismo e o ódio confundem as coisas. (ANSA)


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